Os esclarecimentos da editora

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Através do seu blog, a editora Companhia das Letras, publica hoje um texto para esclarecer a respeito do livro “Aparelho sexual e Cia” lançado em 2007 pelo selo juvenil do grupo editorial. O livro é da autoria de Zep, pseudônimo do suíço Phillipe Chappuis, com ilustrações de Hélène Bruller, e foi mostrado na última terça-feira, 28/8, no Jornal Nacional pelo candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL).

O fato acendeu grande curiosidade em torno da obra pela recusa do editor William Bonner em deixar o candidato mostrar o livro no horário do jornal e deixou dúvidas _ tanto sobre os motivos do candidato querer mostrar o livro e se merecia mesmo ser rejeitado pelo jornalista _ o que a editora está esclarecendo no link que deixamos ao alcance do leitor caso ele se interesse por conhecer o livro e tirar suas próprias conclusões a respeito da polêmica: http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Quem-tem-medo-de-falar-sobre-sexo

“O veado e o sapo”

Neste lançamento da Panda Books, a escritora e contadora de histórias Madalena Monteiro revisita um antigo conto da tradição oral presente em diversos países, criando um final surpreendente.

 

image007Como diz a autora Madalena Monteiro, num tempo em que os animais falavam, em um recanto da floresta, moravam um homem e sua linda filha, que já estava em idade de casar. Dois dos animais, que viviam por ali, se candidataram ao papel de noivo _  justamente os que dão nome ao livro “O veado e o sapo”.

Para resolver o impasse, o pai propôs uma competição: ganharia a mão da moça quem fosse mais ligeiro e vencesse a corrida em um circuito pela floresta. O veado gabava-se, já se sentindo o vencedor por ser um animal veloz. O sapo, porém, usou a cabeça e bolou um estratagema – bem desprovido de fair play, diga-se – para passar a perna no adversário e casar-se com a moça.

O final, porém, não foi feliz. Usando de sua experiência como contadora de histórias, a autora recolheu aqui e ali as sugestões das crianças que ouviam suas contações e criou um final para lá de surpreendente. Vale conferir! Uma forma criativa de recontar essa história da tradição oral que passou de geração em geração em outros cantos do mundo, como Europa, África e Ásia, e foi recolhida no Brasil por folcloristas como Silvio Romero e Câmara Cascudo.

Completa a obra, de 32 páginas, as ilustrações divertidas da brasileira Carla Irusta, que mora em Barcelona, Espanha, e possui trabalhos publicados também na Europa e nos Emirados Árabes.

A professora Madalena Monteiro trabalha com formação continuada de docentes em parceria com o CEDAC e o Instituto Natura. Como contadora de histórias, adora encantar seu público com contos da tradição oral e se diverte com as reações e intervenções de seus ouvintes.

O livro “O veado e o sapo” custa R$ 33,90 e pode ser comprado no site da editora https://www.pandabooks.com.br

 

“Sob a luz da escuridão”

A fantasia é um dos gêneros favoritos da escritora Ana Beatriz Brandão, que volta a publicar a temática nesse novo livro. Aos 18 anos de idade, ela já publicou cinco livros e vendeu mais de 20.000 exemplares. A literatura fantástica desperta fãs de diversos tipos de idade, porém, foi o estopim para atrair jovens leitores. A última pesquisa realizada pelo Ibope e Instituto Pró-Livro, em maio de 2018, 67% do público leitor é composto por jovens entre 18 e 24 anos. Ana Beatriz já entrou na lista dos mais vendidos da Veja e participa da fase de pré-produção de um filme baseado em duas de suas obras. logo_release_cliente_5177

 

Ana Beatriz Brandão, escritora best-seller de apenas 18 anos, que já publicou cinco títulos, lança “Sob a luz da escuridão”, pela Verus Editora, do Grupo Record. Intrigas, complôs e cenas de ação, que tiram o fôlego, marcam os acontecimentos desta nova narrativa e mantêm a fama da autora de “George R. R. Martin brasileira” por matar muitos personagens.

Leonard Travis Goyle, figura que originou todas as guerras do futuro e conseguiu superar até mesmo Hitler por conta da ganância, tinha a intenção de criar uma raça perfeita. Para realizar seu desejo, fez com que a temida (não só na ficção) Terceira Guerra Mundial acontecesse. Por longos 50 anos, nações e etnias foram dizimadas. Quem não se enquadrasse nos padrões exigidos eram massacrados. Até que grupos de resistência foram criados e deram origem à Quarta Guerra Mundial, resultando na morte do grande ditador.

b3ba50c4e1d330afd625f333f31df9c1_mediumA partir deste momento, a luta pela sobrevivência marca a nova obra da jovem escritora. O cenário é de uma terra sem leis e sem governo, uma época em que “as pessoas matavam por nada e brigavam por tudo”. E, ainda, foi criado um instituto em homenagem a Goyle, que ditava as regras e com participantes apenas da elite da sociedade.

Lollipop e Jazz são duas sobreviventes e, com tanta radiação das bombas nucleares que interferiu no DNA das pessoas, fazem parte da nova espécie que adquiriram poderes especiais: os metacromos. Após um ataque ao seu mentor e salvador, as notáveis meninas, em busca da subsistência, acabam entrando para um grupo de resistência, liderado por Evan e seu discípulo Sam. Porém, essa relação tem um passado extenso e muitas reviravoltas irão prender a atenção do leitor até o fim.

Em meio à tanta guerra, a autora não pode deixar falar de amor e os personagens permeiam entre o romance e a sobrevivência. Todos são singulares, como se autodenominam em relação às habilidades extraordinárias, Lolli tem o poder da telecinese; Evan, vampiro milenar, é telepata e controla a mente das pessoas; Jazz e Sam dominam o fogo. Os recursos são escassos e havia uma luta intermitente para manter-se de pé, uma vez que o instituto caçam os metacromos para experiências, sem compaixão, ou até mesmo humanidade. Quem não se conectasse com as características mais cruéis não ficaria vivo para contar história.

“O planeta tinha sido tomado pelo caos. O que tínhamos a perder? Ninguém poderia nos castigar e sentir medo da morte era para os fracos. Aliás… o medo em si era quase inaceitável. Quem tivesse não sobreviveria uma semana sequer naquele lugar”.

Com trama tensa do início ao fim, “Sob a luz da escuridão”, 336 páginas, é uma história cheia de ação, tensão, romance e promete provocar fortes emoções entre aqueles que adoram livros de fantasia. O livro custa R$ 34,90.

Shakespeare bem pertinho de Beagá

Eu sempre encontro pessoas muito empenhadas em difundir arte literária, por isso, hoje, peço licença aos leitores do blog para extrapolar da literatura infantil e falar dos ideais de Mauro Maya e a Globe, uma marca diretamente ligada ao escritor William Shakespeare.

O empreendedor artístico cultural Mauro Maya e a aniversariante Sofia Fontes Santos em dia de comemoração e mística de Shakespeare no Mercado Globe

O empreendedor artístico-cultural Mauro Maya e a aniversariante Sofia Fontes Santos em dia de comemoração e mística em torno de Shakespeare no Mercado Globe – Foto: Emerson Freitas

O bar Mercado Globe foi o local da comemoração do aniversário da minha sobrinha Sofia Fontes Santos, que já conhecia o lugar e o elegeu para receber seus amigos por ser um local com boa comida, boas cervejas e muita cultura. O bar fica em Belo Horizonte, na Av. Luiz Paulo Franco, 445, Belvedere.

E cultura foi o que logo me chamou a atenção, por que encontrei muitos livros, espaço hitech e um proprietário empolgado: Mauro Maya, comunicador, ator, natural da terra de Carlos Drummond de Andrade, Itabira, que comanda a Arte Brasil Produção fundada por ele em 2002.

cerveja 1Também é o responsável pela vinda do Shakespeare Globe Theatre para o Brasil e pela criação do Instituto Gandarelauma das principais iniciativas do Grupo Arte Brasil. Mauro Maya busca viabilizar a produção cultural de qualidade por meio de parcerias entre empresas, governo, produtores e organizações, sempre pautando suas ações na responsabilidade social e promoção do desenvolvimento sustentável das regiões onde atua.

Em seu bar, estão à disposição dos clientes, oito rótulos de cerveja “Shakespeare” fabricados pela Cervejaria Krug, de Nova Lima, em parceria com o Instituto Gandarela. O lançamento foi em 2016, como um marco da comemoração dos 400 anos da morte de William Shakespeare. A linha de “Cervejas de Shakespeare” foram todas batizadas com nomes ligados ao dramaturgo e ator inglês:

cerveja 2“Midsummer´s Night Dream”: inspirada na obra Sonhos de Uma Noite de Verão trata-se de uma Summer Ale, fácil de beber, leve, clara, bastante aromática.

 “1599”: ano do lançamento da obra Hamlet e também da fundação do Teatro The Globe, em Londres. É uma Pale Ale, típica e tradicionalmente inglesa.

“1616”: a clássica das clássicas Porter para marcar o ano da morte de Shakespeare. Tem também a “1564”, ano do nascimento do homenageado.

“Plantageneta”: nome da dinastia de Ricardo III, que batiza uma English Barley Wine, lembrando as sangrentas batalhas nos campos de York.

cerveja 3“Otelo”: O Mouro de Veneza é a inspiração para uma Oatmeal Stout.

“Perdão da Dívida”: Inspirada na obra O Mercador de Veneza, é uma ESB com acréscimo de goiabada, trazendo para o contexto a gastronomia mineira.

“Double, Double, Toil and Trouble”: uma Strong Scotch Ale, com café e rapadura, para lembrar a obra Macbeth.

Segundo Fabiana Arreguy, jornalista e sommelier de cervejas formada pela Doemens Academy de Munique e professora da Academia Sommelier de Cerveja (que fez a classificação acima de cada rótulo), “a relação de William Shakespeare com a bebida vai muito além das duas dezenas de citações em suas obras. Contam que o pai do escritor, o agricultor chamado John Shakespeare, um emergente social, foi nomeado como degustador de cerveja do distrito de Stratford-upon-Avon, no ano de 1551. O cargo compreendia a inspeção do trigo e do malte utilizados na fabricação do fermentado. O menino nasceu e cresceu em uma casa onde a cerveja era bebida oficial. Não é à toa, portanto, que ele tenha criado personagens bebedores das “ale, palavra que aparece quatorze vezes em seus escritos. Há mais cinco citações à cerveja na obra do escritor, mas referindo-se à palavra “beer”. Em português, os dois termos significam cerveja.”

A nova construção do Teatro Globe, em Londres, dedicado a Shakespeare

A nova construção do Teatro Globe, em Londres, dedicado a Shakespeare – Foto: Divulgação

Outra iniciativa de Mauro Maya, que pode ser conhecida dentro e fora do seu bar, é o projeto de construção de uma réplica do Teatro Globe em Minas Gerais. O teatro inglês (Globe Theatre) foi construído em Londres no ano de 1599 e destruído por um incêndio em 29 de junho de 1613. Foi reconstruído no mesmo ano, mas encerrado permanentemente em 1642. Entretanto, a 200 metros do local do antigo teatro elisabetano, bem ao sul do Rio Tâmisa, em 1997, foi erigida uma nova construção agora chamada de Shakespeare’s Globe Theatre ou New Globe Theatre.

Réplica do Shakespeare Globe Theatre brasileiro que vai ser construído na cidade mineira de Rio Acima - Foto: Divulgação

Réplica do Shakespeare Globe Theatre brasileiro que vai ser construído na cidade mineira de Rio Acima  Foto: Divulgação

E por quê não fazer o mesmo em Minas Gerais? O Instituto Gandarela, de Mauro Maya, tem projeto para construir o Shakespeare Globe Theatre brasileiro, na cidade mineira de Rio Acima, a 40 quilômetros de Belo Horizonte, num terreno de 20 mil metros quadrados, cedido em comodato pela Vale especificamente para este fim. A proposta inicial do Instituto é atender diretamente crianças e adolescentes do município de Rio Acima e região por meio de cursos e oficinas culturais, e capacitar jovens e adultos oferecendo cursos profissionalizantes. O objetivo é capacitar a mão-de-obra local para atender a demanda que será gerada pela própria implantação do equipamento cultural na região.

Essa é a história que pulsa no bar Mercado Globe, que eu gostei tanto de conhecer, junto com os muitos amigos de Sofia, na comemoração de seu aniversário. Os ideais de Mauro Maya também pulsam no ambiente cultural de seu bar. Encontrar gente como ele, que se dedica a projetos voltados para enriquecer o mundo com arte e promover pessoas, a meu ver, é algo que merece registro.

“O arquivo rebelde”

Jovens, atenção: novo livro sobre Star wars revela mistérios sobre a Aliança Rebelde.

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Uma das maiores franquias cinematográficas da história, “Star wars” é reconhecida, entre muitos outros motivos, por expandir os domínios de seu universo para além das telas de cinema. Já deu origem a games, desenhos animados, quadrinhos, brinquedos e, é claro, livros.

Daniel Wallace é um conhecido fã da saga e, pela Editora Bertrand Brasil, já lançou livros dedicados ao tema: “Manual do império”, por exemplo, é um almanaque com as estratégias de guerra do imperador Palpatine; já “O código do caçador de recompensa”, um guia escrito pelo lendário Boba Fett com as técnicas essenciais para ser um caçador. Agora ele se volta aos lutadores da oposição em “O arquivo rebelde”, que chega às livrarias em agosto.

Em “Star wars”, os integrantes da Aliança Rebelde são a linha de frente da guerra contra o Império e, por fazerem oposição a um regime tirânico, foram obrigados a trabalhar sempre nas sombras. No livro, Wallace imagina um compêndio dos dados mais vitais e confidenciais do grupo, que foram compilados pelos secretários próximos a Mon Mothma e mantidos fora de alcance num compartimento de segurança.

O autor aproveita para misturar personagens, informações e mitologias tanto dos filmes mais antigos quanto da trilogia recente de forma muito inteligente: no universo do livro, as anotações que revelam mistérios sobre a Aliança Rebelde foram encontradas por membros da Resistência, contrários ao regime da Primeira Ordem, e trazem atualizações e comentários destes, relatando suas próprias descobertas nos documentos.

Daniel Wallace é especialista em história em quadrinhos, tramas sci-fi e reconhecido como um nerd clássico. Autor de mais de doze livros, incluindo enciclopédias Marvel e DC Comics. Pela Bertrand Brasil, tem publicado “O caminho Jedi”, “Livro dos Sith”, “O código do caçador de recompensa” e “Manual do Império”.

O mito do não escrever na educação infantil

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Janaína Spolidorio *

A fase da Educação Infantil, que chamamos de pré-escolar, divide especialistas e profissionais da área, além de também incluir nesta lista os pais das crianças, claro, em relação sobre o dever ou não dever estimular a escrita.

Algumas escolas estimulam a escrita precoce, desde dois ou três anos, estimulando-a como habilidade para o aluno e outras escolas banem totalmente a possibilidade de qualquer tipo de registro até pelo menos a turma de cinco anos.

Embora a opinião se divida de “oito a oitenta”, tudo fica dentro de um parâmetro um pouco de opinião pessoal, pois há quem defenda maior ludicidade e há os que defendam regular e alternar momentos de ludicidade com registro escrito. Claro que todos têm seus “porquês”, mas você já se perguntou qual deles estaria correto mesmo, do ponto de vista da criança?

Se estamos decidindo o que estimular, devemos levar em conta o aluno e não a visão própria que temos sobre o que deve e não deve fazer. Desta forma, encontrei nesta polêmica uma chance de escrever algo que realmente contribua para a reflexão, trazendo neste artigo quais são os benefícios de se estimular a escrita precoce no aluno.

A escrita precoce, para quem não conhece o termo, é a escrita das letras, sem intenção formal de alfabetização, ou seja, é o fato isolado de escrever letras convencionais que usamos no cotidiano, mas sem a preocupação de atribuir sons ou formar palavras. É praticamente a escrita pela escrita, como se fosse mesmo um desenho.

Este tipo de escrita envolve uma porção de estímulos diferentes, entre eles controle de pressão do lápis, desenvolvimento de coordenação motora fina, percepção visual, coordenação viso-motora, entre outros. Note que são muitos estímulos e se o aluno não tem estímulo na faixa etária de 3 a 5 anos, quando terá? Quanto tempo levará para que desenvolva estas habilidades?

O fato de estimular o registro da criança, incentivando a escrita precoce ativa no cérebro, em crianças entre 4 e 5 anos, o que chamamos de circuito de leitura. Se seu filho ou aluno têm dificuldade de leitura, possivelmente não teve o estímulo necessário à escrita nesta faixa etária. Depois, o processo de ativação é mais lento e falho, o que provoca a dificuldade.

Além deste fato, desenvolve-se ainda nesta idade, no córtex pré-frontal da criança, a atenção, o controle de impulso e a memória de trabalho, que contribuem, anos depois, para o sucesso escolar. Todo este cuidado com o escrever precocemente tem duas intenções específicas para o trabalho: a legibilidade e a velocidade.

A legibilidade é o fato de a letra ser legível. De nada adianta a criança “aprender sozinha” a letra e não conseguir traçá-la. A letra é um produto social e a criança não deve reinventá-la. Ela tem muito mais com o que se preocupar na escola do que o traçado das letras, que deve ser incentivado mostrando o movimento correto do traçado.

Traçar letras corretamente promove maior segurança. Se pedissem para você reinventar a roda o que você diria? Pois é, reinventar a escrita também é algo muito filosofal para uma criança em idade pré-escolar também.

A velocidade no escrever indica que o aluno se apropriou de forma automática da escrita. Isso é ótimo! Significa também que irá poder se dedicar ao que precisa, durante suas lições, sem precisar se preocupar com o traçado das letras. Isso diminui muito a carga cognitiva que ele tem que usar durante as lições, trazendo maior autoestima escolar.

Por fim, a escrita precoce é um processo que deve começar, minimamente, aos três anos de idade, com o registro de algumas atividades em exercícios próprios da idade, de preferência, com caráter até lúdico. A criança pode treinar fazer letras em caixas com areia, por exemplo, ou durante uma brincadeira simbólica, que é o “faz de conta”. Quanto maior o estímulo, menor o fracasso escolar.

Agora, depois da leitura deste texto, cabe a você, depois de ter o conhecimento dos benefícios que a escrita precoce pode trazer, avaliar sobre a necessidade ou não de ter registros nesta fase de aprendizagem e também sobre os motivos de tanto ouvirmos falar em fracasso escolar nas mídias.

Espero que tenha proporcionado uma boa reflexão.

* Pedagoga

“A reinventora de histórias”

De tanto ouvir histórias contadas por sua avó, a menina Heleninha as reinventa. Neste conto, ela recria uma das mais conhecidas histórias infantis. E surpreende.

 

CAPA“A reinventora de histórias”, de autoria de Marcia Mocellin, apresenta a menina Heleninha, que adora ler histórias com sua avó. Elas passam horas na biblioteca e se divertem muito. Ouvindo sua voz contar uma história bastante conhecida, Heleninha tem uma ideia: reinventar a história!

A autora narra, em uma linguagem apropriada ao imaginário dos pequenos, um misto de aventura, mistério e fantasia. Editado pela Libretos, o livro tem ilustrações de Suzel Neubarth.

Segundo a coordenadora editorial, Clô Barcellos, a obra valoriza o diálogo. “A crença na civilização e na cultura é o desejo que o livro traz ao mundo. Uma menina consegue provar que livros hipnotizam, na certeza de que têm o poder real de transformar até mesmo o comportamento mais inóspito. A personagem nos reconta que, sim, os livros podem mudar o mundo e devem ser compartilhados”, observa.

As pinturas de Suzel Neubarth acalentam as palavras, com movimentos suaves e cores harmônicas, instigando o olhar pelas páginas. Detalhes das pinceladas trazem dinamismo e energia às cenas, mas permitem também inestimável descanso para a alma contemporânea ao mesmo tempo em que produzem esperança no leitor.

Escrever sempre fez parte da vida profissional de Márcia Mocellin, mas foi contando e recontando histórias para seu filho Hugo que descobriu a paixão por escrever histórias infantis. É bióloga e trabalha na área de bioética desde 1996, onde encontrou a união das duas ciências pelas quais sempre teve muito interesse: as biológicas e as humanas.

Suzel Ko Freitag Neubarth, a ilustradora do lvro, é arquiteta e trabalha com gravuras, em especial a litografia. Fez algumas exposições e ilustra contos e crônicas em revistas, suplementos culturais, além de capas de livros. Vê na ilustração outra reinvenção da história escrita. Nessa, usou o desenho e a pintura. É casada e tem três filhas. Mora em Porto Alegre.

“Meu avô judeu”

O livro lançado pela Panda Books faz parte da coleção “Imigrantes do Brasil”.

MOCKUP1_Meuavojudeu-500x500Acaba de chegar às livrarias “Meu avô judeu”, de autoria de Henrique Sitchin e ilustrações de Ionit Zilberman, ambos de origem judaica. A obra lançada pela Panda Books é a 10ª da coleção Imigrantes do Brasil. A coleção propõe uma introdução à cultura dos povos que chegaram aqui, apresentando às crianças hábitos, costumes e tradições que influenciaram a cultura deste país tão heterogêneo.

Em “Meu avô judeu”, o menino Henrique narra as histórias que seu avô lhe contou sobre o povo judeu. Ao longo das conversas, o vovô relembra a pequena aldeia em que nasceu na Ucrânia e explica os motivos que levaram à perseguição de judeus ao longo dos tempos. O neto também aprende com o avô o significado dos rituais e celebrações judaicas, revelando a importância da preservação de suas crenças, costumes e tradições na família.

De acordo com o autor, é uma história autobiográfica. “Eu me inspirei na história real do meu avô Israel Sitchin, incluindo passagens muito vivas da minha infância e da relação que eu tinha com ele. Trago registros que ele me contava sobre a sua vida. Meu avô era a figura clássica do patriarca da família, e um homem muito bondoso e doce no trato com todos. Era o pacificador, o aconselhador de todos. O texto, por fim, é uma grande homenagem a essa figura tão emblemática da minha família e que, de certa forma, conta toda uma história relativa aos primeiros imigrantes judeus que chegaram ao Brasil”.

MOCKUP2_Meuavojudeu-500x500Durante a construção da obra, Henrique também consultou o seu pai, Elias Sitchin, para que o ajudasse com outras passagens da vida do avô. “Os relatos dele e as minhas memórias foram as minhas fontes de pesquisas. Quando concluí o livro, a primeira coisa que fiz foi enviar ao meu pai a primeira versão. Ele ficou muito emocionado com a leitura e, alguns dias depois, veio a falecer por complicações de saúde. Então, para mim, o livro, além de resgatar a memória do meu avô, é também a despedida do meu pai. Será uma memória marcante que levarei para sempre e que torna tudo ainda mais especial para mim”, ressalta Henrique.

Henrique Sitchin é  ator, contador de histórias, autor e diretor teatral com mais de vinte prêmios recebidos. É coordenador da Cia. Truks Teatro de Bonecos e do Centro de Estudos do Teatro de Animação de São Paulo. Com sua trupe, viaja pelo mundo, ensinando sobre o teatro de bonecos e apresentando peças.

image003A ilustradora Ionit Zilberman também se baseou nas suas raízes para fazer as ilustrações. “Nasci em Israel, morei em um vilarejo. Por essa razão, não foi difícil encontrar referências, internas e externas, para ilustrar os trechos do livro que se passam lá”.

Ionit Zilberman nasceu em Tel Aviv, em 1972. Aos seis anos, mudou-se para São Paulo. Formou-se em artes plásticas pela Faap e trabalha como ilustradora de livros infantis e já ilustrou mais de vinte livros.

“Meu avô judeu” traz ainda informações sobre o número de judeus no Brasil, pratos típicos, religião, além de um glossário com os tradicionais rituais judaicos.

A Coleção Imigrantes do Brasil resgata as origens e a cultura dos povos que ajudaram a construir a nossa própria história. Entre os livros lançados, encontram-se: Meu Avô Africano, Meu Avô Alemão, Meu Avô Árabe, Meu Avô Chinês, Meu Avô Espanhol, Meu Avô Grego, Meu Avô Italiano, Meu Avô Japonês e Meu Avô Português.

“Amigos nunca são demais”

Fábrica de Historinhas lança livro com Hello Kitty . Fãs da bonequinha vão poder comprar um livro personalizado.

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A Fábrica de Historinhas, plataforma de livros personalizados para crianças, anuncia sua nova versão do portal em que disponibiliza novos produtos e serviços. O catálogo foi ampliado e ganha um novo título, com a famosa personagem Hello Kitty, licenciada da empresa japonesa Sanrio, em “Amigos nunca são demais”.

Agora, quem acessar o site terá a opção de montagem do avatar, ou seja, a criança entra na história e de uma maneira ainda mais personalizada. A plataforma, criada pelo Clube de Autores e StoryTellme em 2016, busca modernizar a maneira com que a literatura é trabalhada para a criança, tornando-a personagem central ou uma das principais das histórias.

Hello Kitty em “Amigos nunca são demais”

hello-2Os adultos podem achar que fazer amizade na infância é fácil, mas alguns pais sabem que algumas vezes não é tão simples assim. Algumas crianças são tímidas ou tem um estilo mais fechado e sentem dificuldade em conquistar novos amigos. Neste livro, a Hello Kitty é apresentada em uma situação comum à vida de uma criança e de forma simples mostra como nasce uma nova amizade. A nova amiga é a menina que será caracterizada com nome e avatar e fará parte do enredo da história. Um exemplo sutil e divertido para crianças com idade entre 3 e 6 anos. O livro tem 20 páginas e custa R$ 64,90.

“Reformulamos as nossas entregas para possibilitar que pais, tios e avôs tenham mais opções na hora de presentear as crianças e para incentivar a leitura. Vale lembrar que criamos a Fábrica de Historinhas com o objetivo de inverter a lógica de se trabalhar histórias para crianças. Porque ao invés de deixá-las como meras espectadoras ou ouvintes de relatos envolvendo personagens, nós inserimos o próprio universo de cada criança”, explica Ricardo Almeida, presidente do Clube dos Autores. Segundo ele, as mudanças vieram por demanda do público e que deve tornar a prática mais acessível a todos.

Ao adquirir um livro da Fábrica de Historinhas, tanto em formato impresso quanto eletrônico, a criança estará trabalhando estímulos fundamentais à sua formação. Todas as histórias são originais e personalizáveis, sendo que a principal novidade está na possibilidade de montar um avatar nos novos livros.

360X300_lista2_round-corners_20180615_151757 “Com a reformulação do portal criamos novas possibilidades para garantir uma maior interação dos pais e das crianças. Agora será possível escolher a cor da pele, cabelo, roupa e acessórios em detalhe. O resultado é um número grande de combinações das características disponíveis para personalizar a criança que fará parte do enredo da história”, reforça Almeida.

Os livros podem ser encontrados no site www.fabricadehistorinhas.com.br.

A Fábrica de Historinhas surge de uma parceria entre o Clube de Autores e a StoryTellme para modernizar a maneira com que a literatura é trabalhada para crianças. Aqui, ao invés de deixá-las como meras espectadoras ou ouvintes de relatos envolvendo personagens com nomes inventados, nós inserimos o próprio universo de cada criança nas histórias.

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