A escola e a lógica do pódio

Aleluia Heringer Lisboa *

Pódio é, por natureza, um lugar solitário. São apenas três lugares, hierarquicamente estabelecidos por destaque, 1º, 2º e 3º; materialmente representados pelo ouro, prata e bronze, faixas ou coroas. Um dia, em algum lugar, começaram a chamar de sucesso esses primeiros lugares e metais e tudo mais que estivesse em seu entorno. Quem é o melhor, o maior, o mais bonito, o mais inteligente, o mais rápido? Para isso, todos se esforçaram muito. Não bastava ser alguma coisa, tinha que ser o melhor. O desejo de vencer, em todas as dimensões da vida, movimentou a ciência, a técnica, a especialização, métodos e estratégias. Chego a pensar que as guerras, a despeito de sua diversidade de propósitos, também se inspiraram nos pódios.

Infelizmente, a lógica do pódio invadiu o mundo da educação. Não havendo vaga para todo mundo, a escassez gera a competição, aflora a rivalidade, embota a cooperação e anula a solidariedade. Corrompe-se aquilo que a educação tem de mais elevado que é a formação humana. Como sociedade, estamos perdendo a oportunidade ímpar de formar uma geração que pense nos interesses coletivos e que atendam ao bem comum. Ao contrário, estamos cada vez mais nos ocupando com a pauta do “faça do seu filho o maior competidor do mercado”.

Escolas deveriam ter foro privilegiado e serem impedidas de operar nessa lógica. Esta é a primeira e única instância capaz de mudar o nosso registro de “salve-se quem puder”. A ameaça proveniente da lógica do pódio é que algumas práticas e disciplinas que mais favorecem a formação humana pouco ou nada valem. Tudo passa a ser maximizado e racionalizado. A pergunta reinante é: serve para quê? Vai cair no ENEM? Chegamos ao ponto de pais considerarem inútil o brincar na educação infantil, por tornar o ensino “fraco”.

Em grande parte do mundo, crianças e jovens vão à escola, seja debaixo de uma árvore ou em prédios suntuosos. Espera-se que a instituição escolar seja o locus onde as experiências e os conhecimentos mais diversos propiciem, naquele que por ela passe, uma ampliação do repertório social, científico, técnico, cultural e humano. Faz parte da educação chamada de básica a preparação do indivíduo para a vida em sociedade. Sabemos que não nascemos humanos, nós nos tornamos, e esse processo implica uma ação intencionada dos adultos na elaboração de estratégias pedagógicas que levem o estudante a buscar dentro de si o que há de melhor. Ensina-se sensibilidade social, solidariedade, cooperação, fazer perguntas, questionar, criar, inventar, apreciar. Isso leva tempo, contudo, esses ensinamentos são referenciais que irão nos guiar por toda a vida. Este, sim, é o nosso maior tesouro.

É por tudo isso que a educação escolar é básica, estrutura fundante que não pode ser eliminada e nem aligeirada. Ao ver, ouvir, sentir e se impactar, as crianças e jovens vão se inspirando, fazendo escolhas, definindo sua personalidade e o seu caráter. Nesse sentido, a escola tem papel crucial, pois tem a seu favor aquilo que tanto agrada às nossas crianças e jovens, que é a convivência coletiva.

ALELUIA HERINGER_diretora CSA_Contagem_Credito Patrick Bonnereau - CópiaNão podemos nos enganar. O caminho que leva ao pódio cobrará seu alto preço, pois acessá-lo implica em concordar com os seus princípios. A competitividade é um deles. Não aquela competição prazerosa do jogar com o outro, mas aquela que faz necessário derrubar o outro. Nesse percurso não há lugar para os excluídos, os fracos, os deficientes ou aqueles que não têm o “porte atlético”. A caminhada é individualizada desde a saída, durante o percurso e na chegada. Passa-se a olhar o colega como um concorrente e rival. Desfazem-se os vínculos de colaboração. Talvez seja essa uma das pistas para tentarmos entender a melancolia ativa que tem levado tantos jovens à depressão.

Sabemos já, como pessoas maduras e vividas que o mundo, os sonhos e a vida não se encaixam em um único trajeto.  Defendo um caminho mais alargado, que contemple a vida em sua totalidade. Ao invés do sucesso de poucos, por que não a ideia de que é possível irmos juntos, chegarmos juntos e chegarmos bem. Não importa a sedução do pódio e a sua alegria fugaz, pois, assim que dele desço, certifico-me de que estou esvaziado de humanidade. Se almejamos uma sociedade solidária, colaborativa e humana, com certeza, temos muito o que conversar.

* Doutora em Educação e Diretora do Colégio Santo Agostinho, Contagem, Belo Horizonte.

“Carlos viaja”

O cantor e compositor China, além da arte musical, começa a trilhar o caminho da mãe cordelista e escritora de literatura infantil. Neste sábado, 30/6, ele lança um belo livro em Belo Horizonte e mostra que sabe muito bem compor versos literários e bem à moda nordestina.

 

5b2107185d6a6 - Cópia“Carlos é um cachorro alegre e diferente.

E pra começar tem até nome de gente.

Ele aprende tudo muito rápido

E é bastante inteligente.

Cumprimenta com a patinha

Quando alguém lhe dá a mão.

Deita, rola e late alto pra chamar atenção.

Gosta de comer frutas, verduras e ração:

Cenoura, banana e brócolis estão na sua refeição”.

 

“Assim começa a história escrita por China. O livro termina com a participação da roteirista Adriana Falcão, na contracapa, que explica sem rodeios o que o leitor vai encontrar nas páginas seguintes: “O dono de um cachorro chamado Carlos viaja para sua terra, todo feliz, doido para mostrar para o amigo cão que Pernambuco é o melhor lugar do mundo. Daí escreve um livro, contando a história do ponto de vista de Carlos, convencidinho de que sabe o que ele achou da viagem, e com a grande cara de pau de afirmar o quando Carlos se apaixonou pelas pontes do Recife, pelo Marco Zero, pelas ladeiras de Olinda, pelo Alto da Sé”.

No final, ela pergunta e responde ao mesmo tempo: “Será que China lê pensamento de cachorro? … Acho que sim, pois tenho pra mim que Carlos está até hoje com saudade do cheiro de tapioca e do luar do sertão”.

Nesses tempos de animais tão humanizados, Carlos se torna um exemplo do tratamento que os cães vêm recebendo de seus tutores.

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“Pedia para tirar foto

Em todo local que passava.

Queria guardar o momento

Que a imagem registrava.

E quando avistava outro cachorro,

Bem alto ele latia:

_ Oi! Eu vim de São Paulo!

Numa grande euforia.

Ao chegar em seu destino,

Carlos não conseguia parar.

Balançava tanto o rabo,

Parecia que ia voar.

Corria pra todo lado,

Estava mesmo maluco!

E foi assim, bem contente,

Que entrou em Pernambuco.

 

O cantor e escritor China com Tulipa Ruiz, a ilustradora do livro

O cantor e escritor China com Tulipa Ruiz, a ilustradora do livro

O cachorro turista não esteve apenas em Recife.  Ele saiu de São Paulo, passou por Minas Gerais, Bahia e depois da capital pernambucana ainda seguiu sertão adentro e, então, “pegou uma estrada de barro perigosa e pequenina, e até que enfim chegou na Chapada Diamantina”.

O autor garante que essas foram a melhores férias do cachorro e ainda deixa um conselho:

“Se você tem um bichinho,

Trate com muito carinho.

Eles são nossos amigos.

Não importa se é um gato, um peixe ou um passarinho.

Eles são nossos amigos

E adoram diversão.

Todos os animais

Têm um grande coração”.

Com esse cordel tão realista, China encerra a história de Carlos. São 68 páginas ilustradas por Tulipa Ruiz. A Editora Jubarte marcou para lançar o livro em Belo Horizonte, neste sábado, 30/6, às 10 horas, na Biblioteca Pública, da Praça da Liberdade. O livro custa R$ 30,00.

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O cantor e escritor também comenta a respeito de sua obra literária:

“Minha mãe é cordelista e escritora infantil, então, posso dizer que já tinha o gosto pela literatura há bastante tempo. Adoro escrever textos e canções, mas nunca imaginei que faria um livro. Durante as férias, juntei a família e fomos com o carro de São Paulo, onde moro, para Olinda, minha terra natal, mas tinha um problema: onde deixar Carlos, nosso cachorro, durante esse tempo?

Visitamos um desses hotéis para cachorro, mas na última hora, eu e minha esposa resolvemos levá-lo com a gente nessa viagem. Íamos conhecer tantos lugares legais, não seria justo que nosso cachorrinho ficasse de fora dessa aventura.

E, durante várias horas de estrada, ‘Carlos viaja’ ia nascendo. Fui matutando a ideia na cabeça e, quando chegamos no Vale do Capão, Bahia, sentei e escrevi a história e tudo o que está nas páginas do livro aconteceu mesmo. Fui apenas narrando o que vi e tentando imaginar as emoções que Carlos sentiu naqueles dias.

Gosto muito de viajar pelo Brasil e, depois dessas férias, nem penso em pegar estrada sem Carlos, que foi um grande parceiro durante todo o caminho e deixou a viagem muito mais divertida”.

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Festival Literário de Araxá

A cidade histórica mineira de Araxá ficará diferente a partir de hoje, 27 de junho, data de início do evento literário que transforma a cidade e deixa grandes registros no segmento da literatura. Até o dia 1° de julho uma programação rica e variada vai ser desenvolvida nas dependências do Tauá Grande Hotel.*

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O tema do VII Fliaraxá é “Alma, Leitura e Revolução”, daí a presença de dois autores muito especiais: Monja Coen e Leonardo Boff. A abertura da sétima edição do Festival Literário de Araxá será marcada por homenagens, diversão e também reflexão sobre o mundo de hoje. As atividades começam às 11h, com a abertura da livraria e da área de gastronomia ao som do DJ Zubreu. Serão 2.425m² de cobertura externa com a maior livraria de todos os festivais brasileiros,com 830 metros quadrados. Às 15h estão todos convidados para acompanharem a transmissão do jogo entre Brasil e Sérvia, no grande telão montado no local. Logo após a partida, o grupo Samba Quente assume o palco. A abertura oficial está marcada para as 18h.

A programação infantojuvenil tem a curadoria de Leo Cunha, autor de mais de 60 livros infantis, professor, tradutor e atualmente curador. Nesta última atividade, ano passado, ele foi responsável pela programação do 3º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais. Quando recebeu o convite para Araxá, diz que se sentiu seduzido pelo tema escolhido para 2018: Leitura, Alma e Revolução. “É um tema complexo e meio abstrato, mas será muito trabalhado com as crianças e jovens no concurso de redação. Esse imaginário já está próximo a elas”, disse.

A consagrada autora infantil Ana Maria Machado conversa com as crianças, dia 29/6, com muita história para contar. Ela tem mais de 40 anos na literatura, 100 livros publicados e 20 milhões de cópias vendidas em 26 países

A consagrada autora infantil Ana Maria Machado conversa com as crianças, dia 29/6, e tem muita história para contar. São mais de 40 anos na literatura, 100 livros publicados e 20 milhões de cópias vendidas em 26 países

Na programação do VII Fliaraxá, entre os autores infantojuvenis, destaca-se as presenças de Pedro Bandeira, Ana Maria Machado, Paula Pimenta, Marina Colassanti, Marcelo Xavier, Ilan Brenman, José Santos, Rodrigo Libânio Christo, Lucrécia Leite, Fernanda Oliveira (Fê Liz), Salatiel Silva e Tino Freitas.

Em 2018, o Fliaraxá dará continuidade às linhas traçadas com sucesso em sua edição anterior: forte presença nas escolas, professores e pais, com interlocução junto ao poder público na área de educação, a continuidade do “Prêmio de Redação Maria Amália Dumont”. A programação infantojuvenil pode ser conhecida no link http://www.fliaraxa.com.br/programacaogeral/

Paula Pimenta, autora de Fazendo meu Filme, Minha Vida Fora de Série, Princesa Adormecida e Princesa Pop participará de um bate-papo, dia 29/6, com o público infanto-juvenil

Paula Pimenta (autora de Fazendo meu Filme, Minha Vida Fora de Série, Princesa Adormecida e Princesa Pop) participará de um bate-papo, dia 29/6, com o público infantojuvenil

Nesta edição, muitas novidades vão agitar ainda mais o evento: o“Fliaraxá Mirim vai construir atividades dedicadas às crianças na grama e arredores do Grande Hotel. Uma parceria com o Museu dos Brinquedos leva ao Festival uma exposição com o melhor do acervo da instituição, que conta a evolução dos brinquedos desde seu surgimento e a forma como eles refletem nossa sociedade. Essa programação especial, você pode encontrar aqui: http://www.fliaraxa.com.br/museu-dos-brinquedos/

Espaço dedicado ao brincar, o Canto dos Brinquedos vai promover gincanas, brincadeiras coletivas, oficinas de construção de brinquedos e outras atividades que resgatam a ludicidade e a interação ao ar livre. Aos que preferirem uma boa sombra, histórias selecionadas da Ana Maria Machado, autora homenageada do Festival, serão contadas ao pé de uma árvore.

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Livro destacado

O livro ‘Infâncias aqui e além mar’ venceu o principal prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil (FNLIJ). A obra foi escrita em parceria com o também poeta português José Jorge Letria com ilustrações de Cátia Vidinhas (Portugal) e Eloar Guazzelli (Brasil).

Segundo José Santos, ‘Infâncias aqui e além mar’ trata das memórias de infância dos seus autores. O autor mineiro viveu seus primeiros anos em pequenas cidades como Volta Grande, Santana do Deserto e Cataguases.

O livro foi considerado como o melhor em língua portuguesa do panorama editorial brasileiro de 2017. A entrega dos prêmios está marcada para hoje, dia 27 de junho, na abertura do 20.º Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela FNLIJ, e que está acontecendo no Rio de Janeiro.

José Santos já esteve no Fliaraxá em outras ocasiões. Ele é mineiro, mas vive em São Paulo desde 1991. Tem 15 livros publicados, com mais de 350 mil exemplares impressos. Em 2017 foi o ganhador do 3° lugar no Jabuti na categoria livro infantil. Dia 30/6, ele estará presente no Mastigando Autores do Fliaraxá.

  • Essa matéria foi preparada a partir do material produzido pela assessoria de imprensa do Fliaraxá disponível no site do evento.

Semana do Salão do Livro

As crianças e os jovens vão ganhar vários lançamentos de livros, a convivência com escritores e ilustradores, acompanhar muita gente pensando e debatendo a melhor forma de criar literatura especialmente para eles, no período de 27 a 4 de julho, durante o Salão do Livro Infantil e para Jovens da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil marcado para o Rio de Janeiro. Veja, aqui, o que vai acontecer e como participar desse que é considerado o principal evento literário brasileiro dirigido a este público.

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Este ano, a entidade responsável por este 20° Salão do Livro Infantil e para Jovens está comemorando o seu jubileu de ouro. Há 50 anos, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) vem trabalhando pela literatura e para comemorar esta data elegeu como tema para o salão “Livros para crianças: uma ponte para a paz”.

Este tema, na realidade, foi criado pela alemã Jella Lepman e adotado mundialmente nas campanhas do IBBY (International Board on Books for Young People), entidade representada no Brasil pela Fundação. Por trás desse tema, existe uma história.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Jella iniciou em seu país um movimento internacional de doação de livros para as crianças órfãs da guerra, que culminou, em 1952, na criação do próprio IBBY.

Motivada pelo momento histórico que viviam a Europa e o mundo, Jella pensou nas crianças alemãs, mas seu sonho era também projetado para qualquer criança, o que foi possível pôr em prática por meio das seções nacionais do IBBY, entidade criada para este fim. Trazendo os ideais de Jella para o momento histórico em que vivemos no Brasil, a Fundação do Livro Infantil e Juvenil reafirma sua crença de que o entendimento entre as pessoas tem como base o respeito ao outro e que as histórias dos livros são portadoras desse tesouro.

Dirigentes da Fundação divulgam que, desta forma, esperam contribuir para que o 20º salão proporcione a aproximação entre o livro e as crianças de forma intensa e rica em experiências novas. Desejam ainda que este seja um espaço para que pais, professores, bibliotecários e especialistas reflitam sobre a importância e pertinência do tema  se unindo em torno da sua defesa e colocando-o em prática em todos os espaços de convivência em nossa sociedade.

“O outro lado do mundo”, livro novo de Anna Cláudia Ramos: neste momento, em algum lugar do mundo, há uma criança pensando no que acontece por dentro dela, em sua casa, sua família, sua escola, no local onde mora. Pensando mil coisas criativas, científicas, emotivas, inovadoras, interessantes, malucas. Não seria legal poder espiar um pouquinho desses pensamentos? Este livro é isso: um vislumbre de alguns deles. Uma verdadeira celebração a todas as crianças, geniais em sua essência, múltiplas em suas vozes, desejos, sonhos e aspirações, inspiradoras em sua verdade

“Em algum lugar do mundo”, livro novo de Anna Cláudia Ramos: neste momento, em algum lugar do mundo, há uma criança pensando no que acontece por dentro dela, em sua casa, sua família, sua escola, no local onde mora. Pensando mil coisas criativas, científicas, emotivas, inovadoras, interessantes, malucas. Não seria legal poder espiar um pouquinho desses pensamentos? Este livro é isso: um vislumbre de alguns deles. Uma verdadeira celebração a todas as crianças, geniais em sua essência, múltiplas em suas vozes, desejos, sonhos e aspirações, inspiradoras em sua verdade

O 20º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens este ano começa amanhã, dia 27 de junho, e segue até 4 de julho, no Centro de Convenções SulAmérica/Salão Nobre, Centro do Rio de Janeiro. O evento, com apoio da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, promoverá paralelamente o 20º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, nos dias 2 e 3 de julho, das 9h às 17h, sob a curadoria de Roger Mello, e o tema “FNLIJ,  espiral de livros: ideias e ficções sem fim”. Este seminário é a alma do Salão e oferece uma rica programação, que você pode acompanhar pelo link  https://salaofnlij2018.wordpress.com/seminario/

Outro link para acompanhar outra programação paralela ao Salão é o dos Encontros Paralelos https://salaofnlij2018.wordpress.com/encontros-paralelos/ com atividades que não exigem inscrição e que serão realizadas dias 28, 29 e 30 de junho e 1, 4 e 5 de julho. Estão confirmados grandes encontros com autores e editores que receberam o Prêmio FNLIJ em 2018, conversas sobre  Bibliotecas na Escola, Poesia, Ilustração, 70 anos da criação do personagem Saci, de Monteiro Lobato, entre muitos outros temas.

Ainda estão programados outros tipos de encontros com escritores, especialmente para lançamentos de livros, além das famosas performances de ilustradores e as palestras com autores e especialistas em literatura infantil e juvenil. O Salão FNLIJ contará com Biblioteca Bebê, Biblioteca FNLIJ Criança/Jovem, além do Espaço FNLIJ de Leitura, do Espaço do Ilustrador e os Encontros Paralelos.

Ilustradora e escritora, Lúcia Hiratsuka, também lança livro e participa de um Encontro Paralelo junto com Patrícia Corsino para falar sobre o processo criativo e a produção para crianças pequenas

Ilustradora e escritora, Lúcia Hiratsuka, também lança o livro “O caminhão” e participa de um Encontro Paralelo junto com Patrícia Corsino para falar sobre o processo criativo e a produção para crianças pequenas

Exclusividades

Amanhã, 27 de junho, será um dia dedicado exclusivamente aos professores, que farão uma visita guiada com a proposta de apresentar a eles, editoras expositoras de literatura infantil e juvenil presentes no 20º Salão FNLIJ, as bibliotecas específicas para cada público, o Espaço FNLIJ de Leitura, o Espaço do Ilustradores os estandes institucionais.

O Espaço Ilustrador é voltado para as Performances dos Ilustradores, que são convidados a criar ilustrações na presença do público, propiciando um momento de integração entre o público e os artistas.

O Espaço FNLIJ de Leitura é reservado para os lançamentos de títulos, além de encontro com a presença dos autores, proporcionando um momento de interação com o público.

A Biblioteca FNLIJ Criança/Jovem tem um rico acervo, especialmente selecionado e oferece às crianças e aos jovens leitores um espaço acolhedor e propício à leitura. Acontecem encontros com autores e leituras de obras premiadas realizadas por equipe especializada.

A programação geral do evento pode ser conhecida neste link: https://salaofnlij2018.wordpress.com/programacao/

Prêmio para incentivadores da leitura

Instituto Gil Nogueira inicia premiação para crianças e professores da rede pública de Minas Gerais em projeto de incentivo à leitura. Alunos de escolas estaduais da capital e interior receberão prêmios pelo desempenho na interpretação dos livros que leram durante o semestre.

Premiação do ano passado (2017)

De 26 a 29 de junho, o Instituto Gil Nogueira (IGN) vai premiar alunos e professores das escolas da rede pública participantes do projeto “Ler é Viver” de Belo Horizonte e, nos dias 11 e 12 de julho, do interior. Haverá uma confraternização em todas as escolas que fazem parte do projeto e os professores serão presenteados pelo Minas Shopping, um dos parceiros do Instituto.

O projeto “Ler é Viver” tem o intuito de difundir a literatura entre alunos da rede pública de Belo Horizonte e algumas cidades do interior mineiro. No início de cada semestre letivo, cada sala de aula das escolas participantes recebe uma caixa contendo 30 livros de literatura infantil, que podem ser levados para casa ou lidos em sala de aula. As crianças são estimuladas a ler e a interpretar os textos, a partir de incentivos, como as oficinas de contação de histórias e premiação semestral que contempla alunos na interpretação do conteúdo lido, mensurado por meio de uma avaliação pedagógica. Os professores também são premiados, todo semestre, quando alcançam a média de textos lidos e interpretados em sua sala.

Segundo Patrícia Nogueira, presidente do Instituto Gil Nogueira, as crianças são avaliadas por meio de um passaporte de leitura. “Nele os alunos fazem resumos e desenhos para descrever o que entenderam de cada história. Participam do projeto crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental”, comenta.

Ao final do semestre, a equipe pedagógica do IGN faz a correção do passaporte de acordo com a ficha técnica de cada livro e as crianças são premiadas com uma medalha, conforme cada desempenho, nas categorias bronze, prata e ouro. Além disso, os professores também são avaliados pelo empenho de suas turmas e, neste semestre, irão receber presentes do Minas Shopping.

O Instituto Gil Nogueira é uma ONG qualificada pelo Ministério da Justiça como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Foi constituída, em 2006, com o objetivo de reduzir o analfabetismo funcional por meio da leitura, desenvolvendo ações junto à sociedade, como o projeto “Ler é Viver”, que já beneficiou mais de 55 mil crianças do ensino fundamental da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais. Ao longo dos seus 12 anos, mais de 1 milhão de livros foram lidos e interpretados em 50 escolas.

A formação do escritor

Escrever profissionalmente ou escrever por deleite é um talento que precisa ser aperfeiçoado. Onde se forma um escritor? Talvez seja melhor perguntar como se forma um escritor, já que não existe um curso ou uma escola para este fim. Existe o curso de Letras e o de Jornalismo, de onde saem bons escritores. Além de outros, tão tradicionais como os citados, além dos mais recentes e modernos, inclusive voltados para as mídias eletrônicas, que também ajudam a lapidar o talento para a escrita.

Por isso, ser um escritor é um desfio pessoal. Aperfeiçoar o texto, incliná-lo para a literatura, para a pesquisa, para o jornalismo etc é uma busca particular e onde se revela o valor do profissional. Para atender aos leitores do blog, que sempre perguntam sobre o caminho a ser percorrido até chegar à condição de ser reconhecido como escritor, vou dar algumas dicas baseadas nas minhas observações e experiências pessoais, como jornalista de literatura infantil e escritora.

 

  • Não existe apenas um caminho para se formar escritor. Isso depende de cada pessoa, inclusive de suas experiências de vida. Escrevemos sobre o que vivemos, aprendemos e acreditamos, sobre o que nos emocionou e o que registramos interiormente.
  • Há pessoas que se tornam um escritor na maturidade assim como existem aquelas que começam na juventude. Pais e educadores precisam ficar atentos, por que muitos escritores se revelam ainda na infância. Existem muitas crianças que lançam seus livros no mesmo modelo de mercado dos escritores adultos.
  • Pais e educadores da escola fundamental são decisivos na formação das crianças para a escrita. É preciso estar atentos caso filhos ou alunos manifestem interesse ou talento para a literatura e, se este for o caso, logo iniciar a formação dessa criança: incentivando-a para a leitura e a escrita.
  • A leitura é a base da escrita. Ninguém escreve bem se não ler muito. Aliás, a leitura é importante para todas as pessoas, independente da atividade profissional. O interesse da leitura tem que ser despertado, desde o nascimento. Criar o hábito da leitura é condição para a formação de um escritor, pois é a forma verdadeira de adquirir vocabulário, facilidade de expressão, coerência, conhecimento etc.
  • Escritor de textos literários deve estudar literatura e os autores consagrados pelos leitores. Escritor de textos técnicos deve buscar formas de tornar seus artigos e pesquisas o mais compreensível possível, além de estimulante.
  • Quando estiver diante da obra de um autor consagrado, pergunte a si mesmo: “Por que esse cara é tão lido”? Debruce sobre o texto desse autor, descubra o que há por trás do texto, analise o estilo e tente localizar onde está o interesse do leitor para sua obra.
  • Estudar um grande autor não quer dizer copiá-lo e sim aprender com ele. Cada um deve escrever como gosta, de acordo com suas experiências e talento. Há quem tem muita vocação para textos cheios de humor e outros exatamente para o contrário e produzem um texto mordaz.
  • Candidato a escritor de literatura, por exemplo, também precisa responder logo à pergunta: escrever sobre o quê e de que forma: versos e poesia; romances ou biografias; histórias infantis e/ou juvenis? Qual é a tendência para sua criação literária? É preciso descobrir e investir na sua especialidade.
  • Até um texto se transformar num livro, ele passa por algumas transformações para ganhar feição literária e o argumento perseguido por alguma editora.
  • Mesmo sabendo disso, quem gosta de escrever, no entanto, não deve ficar preso à forma. Não deve se inibir na hora que escreve e muito menos se furtar a fazê-lo. Escreva sem medo, sem culpa, sem exigências. Simplesmente escreva. Se for o caso, então, reescreva para fazer as correções e adequações necessárias.
  • Se a leitura é um hábito, a escrita também. Forme o hábito de escrever diariamente ou muito constantemente. Assim como busca certas condições para ler confortavelmente, identifique quais medidas deve providenciar para escrever da mesma forma, ou seja, relaxar, se concentrar, manter o foco, dar coerência ao raciocínio etc.
  • Acredito que ninguém deve ficar esperando inspiração para começar a escrever. Minha inspiração, por exemplo, só surge depois que me atrevo a redigir as primeiras palavras, uma sequência de sentenças e visualizo mentalmente o que desejo transmitir ao leitor. A partir daí, a inspiração brota espontaneamente.
  • Planejar antes de escrever é recomendado principalmente se for um texto grande e demorado. Isso ajuda a alinhar as ideias, a fundamentar o texto, buscar os argumentos e não se perder n o emaranhado das ideias.
  • Depois do texto pronto, acho que é sempre bom mostrá-lo para alguém de confiança, para um leitor crítico. Aceite as críticas, mas se elas forem muito severas, não deixe que derrotem o seu ideal.
  • Quando decidir publicar, certamente, vai enfrentar dificuldades até encontrar uma editora disposta a isso, mas também não se desanime. Se for o caso, qualifique o seu texto. Lembre-se que muitos autores famosos esperaram muitos anos até ter seu texto aceito, publicado e bem sucedido.

“O livro acolhe, abriga e ensina”

Em Belo Horizonte, os passageiros dos 3 mil coletivos BRT Move e BHBus sempre deparam com uma sacola dentro do ônibus para coleta de livros. Este ano, a campanha do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte já ajudou a arrecadar da população 250.367 livros entre obras literárias, didáticas e religiosas, que estão sendo entregues à 329 entidades e instituições cadastradas, beneficiando 151.567 pessoas. A matéria abaixo dá um exemplo de como os livros são entregues a esses locais principalmente  hospitais, creches e escolas.

A Fundação Sara Albuquerque Costa recebeu 500 livros destinados à biblioteca de Belo Horizonte e Montes Claros

Fundação Sara Albuquerque Costa recebeu 500 livros destinados às bibliotecas de BH e Montes Claros

É em clima de animação que a equipe do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) é recebida em todas as entidades recebedoras dos livros arrecadados na campanha “O livro acolhe, abriga e ensina”. Durante todo o mês de maio, diversas entregas foram realizadas e a equipe do sindicato, sempre acompanhada por um contador de histórias, fez a alegria de muitas crianças.

Na Fundação Sara Albuquerque Costa, o SetraBH entregou 500 livros que passarão a compor as bibliotecas da entidade em Belo Horizonte e Montes Claros. Criada há 20 anos, a entidade oferece apoio e cuidados a cerca de 300 crianças e adolescentes com câncer, disponibilizando hospedagem, refeições, transporte para hospitais e laboratórios, além de atendimento por profissionais de serviço social, psicologia, pedagogia e nutrição.

Os livros serão utilizados no lazer e nas aulas oferecidas às crianças e aos adolescentes, enquanto estão hospedados nas casas da entidade. “Nós entramos em contato com a escola de origem de nossos pacientes e aplicamos a grade escolar vigente para que os alunos não percam o ritmo de estudo e, quando eles retornarem, não se sintam excluídos didaticamente, por não terem acompanhado as matérias. A intenção é assegurar a continuidade dos processos de desenvolvimento psíquico e cognitivo das crianças e adolescentes com propostas voltadas paras suas necessidades pedagógicas e educacionais, para a preservação do direito à educação e a manutenção dos vínculos escolares”, explica a pedagoga da Casa de Apoio de Belo Horizonte, Paola Reis. Segundo a pedagoga, esta é uma forma de preservar a saúde física, mental e emocional das crianças e adolescentes que passam por tratamento.

 Flagrante das equipes do Setra e do Hospital João Paulo II: a casa de saúde recebeu 1.500 livros

Flagrante das equipes do Setra e do Hospital João Paulo II: a casa de saúde recebeu 1.500 livros

Já o Hospital Infantil João Paulo II, recebeu 1.500 livros da campanha do SetraBH. Durante a entrega, os pacientes puderam se divertir com a apresentação do contador de histórias Pierre André, parceiro voluntário da campanha. Segundo Luís Fernando Andrade de Carvalho, pediatra e diretor do hospital, esse tipo de doação é essencial.

“Estamos muito felizes em receber os livros. O hospital, nas últimas décadas, passou por uma transição das características das crianças que são assistidas. Há 20 anos, recebíamos crianças com quadros mais agudos, que ficavam pouco tempo em internação. Hoje, a maior parte das nossas crianças são portadoras de algum tipo de doença crônica, que os fazem permanecer tempos prolongados dentro do hospital e, às vezes, terem várias reinternações no mesmo ano. Diante desse cenário, temos nos estruturado do ponto de vista pedagógico, com a classe hospitalar, com a brinquedoteca e trazendo equipes vinculadas à Secretaria de Educação para que as crianças consigam fazer as tarefas escolares mesmo estando internadas. Receber essa doação dos livros é de extrema importância pra nós e para as crianças que estão no hospital. Tenho certeza que faremos um bom proveito deles”, comenta.

Na Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, não foi diferente. As crianças também puderam se divertir com contação de histórias, além de receberem a doação de 4.000 livros. “Pelo segundo ano consecutivo temos essa parceria com o SetraBH. A campanha vem ao encontro de uma filosofia nossa de trabalho que é: eu ajudo e faço com que, de alguma forma, a minha participação possa melhorar a sociedade. Esse trabalho construído pelo SetraBH é maravilhoso, então, eu só posso agradecer e parabenizar e, como recebedor desses livros, garantir que será dado a eles o melhor uso possível, esse é o nosso objetivo”, comenta Mário Cenni, presidente do Sistema Divina Providência.

Para Dolores Bertilla, superintendente da Cidade dos Meninos, é uma honra receber os livros da campanha. “Eu acredito na bondade das pessoas e que ainda tem muita gente querendo mudar esse mundo. Fico muito emocionada e lisonjeada em fazer parte disso”, diz.

Na creche Cruzada do Bem Elizabeth Santos, o SetraBH também foi recebido com muito entusiasmo. Foram entregues 180 livros e as crianças puderam se divertir com a história apresentada pela contadora de histórias Adriana Pedrosa Martiniano. Para Elizabeth da Silva, coordenadora pedagógica da creche, a campanha é de grande importância, pois leva os livros para dentro das instituições para incentivar a prática da leitura. “É essencial criar esse hábito desde cedo nas crianças, principalmente quando vivemos em um país onde as pessoas não têm esse costume”, completa.

O contador de histórias, Pierre André, é voluntário da campanha e com suas apresentações encanta a plateia dos leitores presenteados

O contador de histórias, Pierre André, é voluntário da campanha e encanta a plateia de beneficiados

A creche é uma das 193 indicadas pela Secretaria Municipal de Educação (SMED), parceira da campanha desde 2016. O resultado foi tão positivo que este ano realizaram um treinamento com os profissionais da educação infantil para orientá-los na utilização do material entregue pelo SetraBH. De 250 a 300 educadores, dentre coordenadores e demais representantes do ensino público, foram reunidos no auditório do SetraBH para análise aprofundada das obras doadas, além de orientações e palestras com contadores de histórias e equipes responsáveis pelas bibliotecas públicas de Minas Gerais. Este ano, o total de livros de literatura infantil doados às creches conveniadas à SMED somaram 34.740.

Vânia Gomes Michel Machado, gerente de coordenação da educação infantil da Secretaria Municipal de Educação, também acompanhou a entrega. “Receber esses livros através da campanha do SetraBH é fantástico, pois a leitura é a base para as crianças. Estamos percebendo que essa ação que o sindicato desenvolve está tomando uma proporção cada vez maior, está conseguindo ir para outros lugares fora da capital mineira, onde a acessibilidade aos livros é menor. É importante expandir nossos horizontes, pois toda criança precisa ser bem atendida e acolhida, além de ter materiais necessários para que desenvolva seus processos de aquisição da leitura e escrita, onde quer que ela esteja”, conclui.

Sobre a campanha

Na etapa 2018, a campanha “O livro acolhe, abriga e ensina” arrecadou 250.367 livros entre obras literárias, didáticas e religiosas, que estão sendo entregues à 329 entidades e instituições cadastradas, beneficiando assim 151.567 pessoas. A campanha contou com o apoio do sistema de transporte coletivo urbano para a coleta dos livros doados pela população através dos 3 mil ônibus em circulação, das estações do sistema BRT Move e BHBus, das garagens das empresas e da sede do SetraBH.

O SetraBH disponibilizou link para que os doadores da campanha “O livro acolhe, abriga e ensina” e a população possam saber quais entidades ou instituições receberam os livros doados. Para localizar o endereço e o telefone de todas as beneficiadas e o total de livros recebidos por cada uma delas, basta acessar www.olivroacolhe.com.br. Lá também podem ser encontrados o total de obras arrecadas por gênero literário e nível de ensino e a faixa etária dos beneficiados.

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A cobiçada arte de Maurizio Manzo

Trabalho do designer gráfico, que atua em Ouro Preto, Minas Gerais, para um livro infantil a ser lançado no segundo semestre deste ano, foi escolhida por um júri especializado e está entre as melhores de um concurso internacional.

Em 2018, 1500 ilustrações, de 26 países do mundo, concorreram ao concurso de ilustração do "BookILL Fest ", da Sérvia, e o único brasileiro com trabalho selecionado foi Maurizio Manzo

Em 2018, 1500 ilustrações, de 26 países do mundo, concorreram ao concurso de ilustração do “BookILL Fest “, da Sérvia, e o único brasileiro com trabalho selecionado foi Maurizio Manzo

Sempre comentamos sobre o reconhecimento mundial pela qualidade da literatura infantil criada no Brasil e hoje temos um exemplo claro de como os especialistas vêm demonstrando isso. O ilustrador Maurizio Manzo, nascido na Itália e, desde a infância, cidadão brasileiro, atualmente residente em Ouro Preto, pela terceira vez consecutiva, tem o seu trabalho selecionado num festival do qual participam profissionais de diversos países do mundo.

O evento especializado em ilustração Book Illustration Festival ou “BookILL Fest”, realizado no início desse mês, na Sérvia, selecionou  o trabalho de Maurizio Manzo para um livro escrito por Vera Pinheiro, que será lançado no segundo semestre deste ano.

A seguir, uma entrevista do blog com Maurizio Manzo sobre o seu trabalho premiado.

 

Ilustração em nanquim assinada por Maurizio Manzo é uma das selecionadas no festival internacional

Ilustração em nanquim assinada por Maurizio Manzo é uma das selecionadas no festival internacional

Rosa Maria: Como foi sua participação este ano no Book Illustration Festival?

Maurizio Manzo: Na verdade, este é o terceiro ano que participo. Já tive outros trabalhos selecionados em 2016 e 2017. Este ano, participaram 1.500 ilustradores, de 26 países, e foram escolhidos 120 autores. Do Brasil, apenas eu fui selecionado, o que para mim já é um prêmio.

RM: São ilustrações, de fato, belíssimas. Fale sobre a sua criação, a inspiração e a técnica que utilizou para chegar a esse resultado extraordinário?

MM: A história escrita por Vera Pinheiro é muito interessante e fala de dois irmãos: Aqui e Ali. Para você ter uma ideia a história começa assim:

“Aqui e Ali nem pareciam irmãos, tão diferentes eles eram. Aqui gordinho, parado. Ali magrela, agitado”.

“No bairro, onde moravam, todos notavam a diferença e comparavam os dois. Uns gostavam de Aqui e outros preferiam Ali”.

Assim, a história vai se desenvolvendo e nos envolvendo. Optei por ilustrar de uma maneira mais ‘livre’, com poucos esboços, e segui minha intuição. Coisa que faço raramente no meu processo de criação. Geralmente, de início, eu preparo muitos estudos para depois começar a ilustrar. As ilustrações selecionadas são, como poderíamos dizer, mais gráficas, com poucas cores e quase todas feitas em tinta nanquim preto.

Fiquei muito feliz com a seleção por mim e também pela Vera, pois é nosso segundo livro juntos. Somos parceiros em vários projetos e temos muitas afinidades, desde o design até o zen… Vera está com 80 anos, o livro e o prêmio chegam em boa hora.

Outra ilustração destaca no festival, que compõe livro que a Mazza Editora vai lançar este ano

Outra ilustração destacada no festival compõe 0 livro que será lançado este ano

RM: E o festival da Sérvia? Qual a importância dele no cenário da ilustração/literatura?

MM: Livro Ilustrado Festival “BookILL Fest ” está na sua sétima edição e é organizado pelo Centro Cultural Banat e da Novi Sad Fair. Este ano, o Festival foi expandido. Além da programação tradicional, que é realizada na cidade de Novi Sad, pela primeira vez, também teve uma versão em Novo Milosevo. A primeira parte do programa foi realizada em março deste ano, na feira do livro em Novi Sad. A exposição de ilustrações selecionadas e premiadas foi aberta em 2 de junho, em Novo Milosevo, e ainda será exibida na próxima feira do livro em Novi Sad, em março de 2019.
Além da exposição das ilustrações selecionadas, a BokkILL Fest tem uma estreita relação com a Bienal da Bratislava, que terá uma exposição com artistas convidados do “Prêmio da Bienal de Ilustração Bratislava 2017 “, que será realizada em cooperação com a casa internacional de arte para crianças “Bibiana” da Bratislava (Eslováquia) e Fundação  “Babka”, Galeria de Kovačica (Sérvia).
Cerca de 1500 ilustrações, de 26 países do mundo, incluindo a Sérvia, concorreram ao concurso de ilustração do “BookILL Fest “. O júri foi composto por Slobodan Ivkov, Presidente, historiador de arte e crítico, teórico dos quadrinhos de Belgrado; por Sibila Petenji Arbutina, de Novi Sad, e Senka Vlahovic. Coube a eles selecionarem as ilustrações de 120 autores para a exposição e os autores premiados de oito países nas categorias de poesia e prosa, livros para crianças e livros ilustrados com fotografias. A cerimônia de premiação e abertura da exposição foi no dia 2 de junho de 2018, na galeria do Centro Cultural Banat, em novo Milosevo, Sérvia.

A arte de Maurizio Manzo tem reconhecimento mundial

A arte de Maurizio Manzo tem reconhecimento mundial

RM: Maurizio, fale mais sobre você e sua experiência na arte de ilustrar livros infantis. Gostaria de apresentar seu currículo profissional.

MM: Eu trabalho como ilustrador e designer gráfico principalmente no segmento editorial com ênfase em livros infantojuvenis. Já ilustrei mais de 65 livros e participei por seis vezes da feira de Bologna, Itália, Children’s Book Fair, Itália, além de quatro vezes do Books and Rights Catalogue, de Frankfurt, Alemanha.

Também por quatro vezes recebi da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Prêmio Altamente Recomendável, sendo que em 2015 fui selecionado para a Bienal Internacional de Bratislava, Section of iBbY, para o Acervo da Fundação Nacional do Livro  e por duas vezes selecionado no importante Catálogo White Ravens – Internationale Jugendbibliothek (IJB) – Selection of International Children’s and Youth Literature, de Munique, Alemanha. Fui ainda selecionado para as edições de 2016, 2017 e 2018 do Book Illustration Festival “BookILL Fest”, International Book Fair in Novi Sad, Sérvia. Desenvolvi mais de 100 projetos gráficos para livros de diversos segmentos.

Sete audiolivros pra curtir na Copa do Mundo

Ubook oferece opções para quem quer entender sobre táticas de jogos, saber histórias de competições passadas, conhecer biografias de jogadores e até aprender algumas expressões em russo e ficar na posição de frente na hora de debater sobre a Copa com os amigos e familiares.

A Copa do Mundo já começou, a seleção já está escalada e vai estrear neste domingo, vuvuzelas estão à postos e as esperanças no hexacampeonato estão renovadas. Os jogadores têm feito bonito em campo nos últimos amistosos em que a seleção canarinho participou e é a hora em que 200 milhões de técnicos brasileiros entram em campo. Afinal, neste período em que, seja nos bares, nos corredores das empresas ou naquele almoço de família aos domingos, todos têm palpites e sugestões para conquistar a Taça, a informação é um diferencial para quem quer driblar o adversário e fazer bonito na frente da torcida demonstrando seus conhecimentos.

Pensando nisso, a equipe do Ubook, maior plataforma de audiolivros por streaming da América Latina, selecionou uma lista de indicações de obras que deixarão você craque para debater sobre o esporte com qualquer pessoa e se destacar entre os amigos por entender detalhes de táticas de jogos, saber histórias de competições passadas, conhecer biografias de jogadores e, até mesmo, falar algumas expressões em russo. Onde ouvir: www.ubook.com

E o melhor é que é possível adquirir todo esse conhecimento, enquanto se faz outra atividade (seja se deslocando de casa para o trabalho, enquanto faz os afazeres domésticos ou mesmo pratica atividade física). Afinal, para ouvir os audiolivros, basta ter um celular por perto. O Ubook funciona como o Netflix para vídeos ou o Spotify para música: com R$ 24,90 por mês é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo da plataforma.

Os audiolivros

 “Estratégias e táticas do futebol”

imagem_release_1320370 Entender os fundamentos é essencial para qualquer técnico. Ouvindo esta obra você irá entender os esquemas táticos, a evolução do futebol, a formação de uma equipe, as modernas técnicas de treinamento em alto nível, montagem de equipes, programação e até o planejamento da temporada. E o mais legal é que quem conta tudo isso é o técnico que levou o Brasil ao tetracampeonato, Carlos Alberto Parreira.

Autor: Carlos Alberto Parreira

Narrador: Carlos Alberto Parreira

Tempo de áudio: 6:44:55

Editora: DB4

 

“Neymar: conversa entre pai e filho”

imagem_release_1320374Neymar é, sem dúvida, não só a estrela do Brasil, mas um dos melhores jogadores que estarão na Copa. Como poucos atletas de sua geração, conseguiu levar para dentro do campo de futebol o fator emoção e trouxe à tona o verdadeiro sentido da palavra família e – sobretudo – pai. “Do trágico acidente aos quatro meses de idade, passando pela infância difícil, a lapidação do talento nas categorias de base do Santos, as rédeas curtas do pai, os bastidores do mundo da bola, o segundo não para um clube europeu em 2010, as emoções dos títulos e premiações conquistadas, a relação com Davi Lucca e, ainda, revelações inéditas sobre a transferência do jogador para o Barcelona e seus planos para o futuro: tudo isso é possível encontrar neste audiolivro. E, para tornar a audição ainda mais interessante, optamos por gravar o enredo com duas vozes de idades diferentes, uma vez que a história é baseada em uma série de entrevistas com o Neymar filho e o Neymar pai no qual cada capítulo alterna o ponto de vista dos dois”, conta Flávio Osso, CEO do Ubook sobre o livro escrito pelos jornalistas esportivos Mauro Beting e Ivan Moré.

Autores: Mauro Beting e Ivan Moré

Narradores: Tarcísio Pureza e Alexandre Araújo

Tempo de áudio: 3:50:54

Editora: Universo dos Livros

 

“O Mundo do Futebol”

imagem_release_1320379A história do Brasil no futebol é repleta de craques. E um dos nomes que certamente figura entre os melhores jogadores que este País já teve é Zico. “Idolatrado como um dos melhores de sua geração, nesta obra, Zico conta sua história, suas vitórias, suas dificuldades e muitos “causos” do futebol. Além de contar com diversos convidados como Roberto Dinamite, Rodrigo Caetano, Parreira, entre outros”, comenta Marta Ramalhete, gerente de produção do Ubook.

Autor: Arthur Antunes Coimbra (Zico)

Narrador: Arthur Antunes Coimbra (Zico)

Tempo de áudio: 9:38:25

Editora: DB4

 

“Nunca fui santo – A biografia Oficial”

imagem_release_1320382Outro grande craque da história da seleção é o goleiro Marcos, ex-Palmeiras. E nada melhor do que ouvir sobre futebol de alguém que tem uma vida de dedicação ao esporte. “Com uma linguagem informal, o leitor vai sentir que está conversando com um amigo, ouvindo ‘causos’ engraçados, confissões e detalhes de sua trajetória profissional. Nesta obra, o grande astro do Verdão homenageia seus próprios ídolos e mentores num um autêntico tratado de devoção à carreira”, esclarece Cristina Albuquerque, gerente de conteúdo do Ubook.

Autor: Mauro Beting

Narrador: Audren de Azevedo

Tempo de áudio: 3:12:53

Editora: Universo dos Livros

 

“#TeveCopa”

imagem_release_1320387Já que recordar é viver e também a melhor jogada para evitar erros do passado, que tal conhecer um pouco mais sobre a edição realizada no Brasil? Uma boa sugestão para isso é ouvir o audiolivro “#TeveCopa”, de um blogueiro e jornalista apaixonado por futebol e pela seleção brasileira que ganha, na última hora, o direito de ir a qualquer jogo da Copa do Mundo no Brasil. Ele narra as aventuras da viagem para acompanhar os melhores jogos e a frustração vivida no 7×1. E, apesar de ainda continuar dolorida, a história daquele 7×1 nunca foi tão divertida, quanto a contada por este autor.

Autor: Rica Perrone

Narrador: Jorge Henrique Piccolli

Tempo de áudio: 2:26:05

Editora: Independente

 

 “Posso crer no amanhã”

imagem_release_1320389Futebol é paixão nacional não apenas por entretenimento. O esporte mexe com a emocional dos brasileiros por todas as histórias de superação conhecidas. Uma delas causou comoção mundial e demonstra o poder do esporte em unir as pessoas ao redor de um sentimento único de compaixão e solidariedade. Por isso, mesmo não estando diretamente ligada à Copa, Anderson Santos, gerente de Direitos Autorais do Ubook, sugere a audição da obra escrita por Helio Zampier Neto, um dos jogadores sobreviventes da tragédia ocorrida com o avião da Chapecoense.

Autor: Helio Zampier Neto

Narrador: Duda Ribeiro

Tempo de áudio: 4:58:02

Editora: MK Editora

 

Podcasts

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Uma forma de consumir informação rápida e que tem conquistado cada vez mais pessoas, de jovens a executivos, são os podcasts. Eles trazem conteúdo de forma ágil, objetiva e sob demanda. Entre as várias opções existentes no Ubook, Diego Bacellar, editor da plataforma, sugere “Rumo à Rússia”, que traz curiosidades sobre todas as Copas do Mundo e a preparação para o Mundial de 2018.

Para quem quer ouvir comentários esportivos, as indicações são: Momento do Esporte – Juca Kfouri; Pelada na net; Fronteiras invisíveis do futebol e Tarja Futebol Clube.

“Temos até podcasts com dicas rápidas para quem deseja aprender idiomas. O “Slow Russian”, por exemplo, é uma ótima e divertida opção para quem quer aprender russo. Mas, é preciso saber inglês, porque é nesta linguagem que as instruções são transmitidas”, aconselha o editor do Ubook.

“O monstro das cores”

A encantadora história da arte-terapeuta espanhola Anna Llenas é lançada pela Aletria Editora. Um monstrinho cativante vive diferentes emoções demonstradas através das cores.

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Fui conferir a novidade na publicação da Aletria ‘Óprocevê!’ deste mês.

“O monstro das cores” é uma referência em educação emocional e bestseller internacional. O carismático monstrinho já ajudou pequenos e grandes leitores ao redor do mundo a mergulharem no mundo de suas emoções.

Não é à toa que esse adorável monstrinho já virou pelúcia, móbile, jogos, cortina de banheiro, pop-ups e até animação. Publicado originalmente em 2012, o livro vendeu mais de 200 mil exemplares na Espanha e foi traduzido para 16 idiomas. A tradução do lançamento da Aletria é de Rosana Mont´Alverne.

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Em entrevista à Aletria, a autora Anna Llenas explica que o monstro colorido já havia sido criado antes do livro. “Ele era o personagem de uma cortina de banheiro que eu havia criado, já fazia parte da família. Então, um dia, surgiu a ideia de fazer o monstro mudar de cor dependendo de seu humor. E foi assim que  veio a ideia de criar o livro “O monstro das cores”.

Anna cria literatura, mas também cria outras novidades, como a referida cortina, através de seu trabalho como designer gráfico.

Sobre o sucesso do livro, ela comenta que não esperava por tamanha repercussão: “Não faço ideia, mas suponho que o sucesso de “O monstro das cores” vem da combinação da parte gráfica, de sua forma e de seu conteúdo ou mensagem. Foi também um trabalho muito pessoal, feito sem pensar em marketing ou com a intenção de sucesso. Eu acho que a autenticidade é o que alcançou as pessoas”.

O livro custa R$ 42,00 e já está em pré-venda no site www.aletria.com.br/home/O-Monstro-das-Cores

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