“VoVó inVenta palaVras”

Páginas Editora lança dia 10 de junho, de 11 às 13 horas, no Memorial Minas Gerais Vale (circuito cultural da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte) livro infantil que trata das relações familiares, especialmente  das crianças, com os idosos e as dificuldades naturais da idade. A história é baseada numa experiência real.

vovo-inventa-2 do maurizio - Cópia

Hoje, eu vou falar de um livro infantil de minha autoria. É o quarto livro, que estou lançando, desta vez com a Páginas Editora, fundada e comandada por Leida Reis. Esse eu escrevi baseando-me numa experiência real com a minha mãe Rosa Miguel Fontes.  Idosa, ela ensinou muitas lições para a família. Acredito que esta experiência possa ajudar filhos e netos, que amam pais e avós, mas muitas vezes não sabem mais como interagir com eles.

A vovó da minha história era alegre e sorridente, brincalhona, que gostava de cantar e dançar com os netos Leo e Júlia. Assim a personagem também é apresentada no livro ricamente ilustrado por Maurizio Manzo. Mesmo enfrentando os males da velhice, ela encontra novos meios de se comunicar com a família especialmente com a neta Júlia.

“Minha avó é meu tesouro, de onde vem toda a riqueza de sentimentos bons que aprendi, a alegria de viver cada dia, o sorriso e o abraço doados a cada momento que me aproximo dela mesmo sem eu pedir. Um avó assim só cabe num lugar: o coração. E coração não se engana. Por isso eu sinto que o tempo está tornando minha avó diferente. Meu irmão, o Leo, também acha.

_Vovó parece que está longe. Lá na Lua”

O que será que aconteceu com a vovó de Júlia?

… “Os pensamentos da vovó existem num lugar que não sei onde fica. Imagino que deve ser tão longe, tão longe, que ela até se esqueceu de mim”.

Esqueceu também das palavras. Mas não se esqueceu da alegria de viver.

vovo-inventa- do maurizio

Sempre que os netos estavam por perto, cantava. Ou melhor, ela inventava palavras: “Ô pingolô, pingolô! Ô pingalá, pingalá”. Sua neta descobriu que “mesmo com os pensamentos bem longe e sem se lembrar quem eu sou, vovó gosta que eu brinque com ela”… E se diverte muito, quando inventamos uma música de improviso” naturalmente para embalar as palavras que inventava.

“Talvez seja essa a linguagem falada nesse lugar longe para onde viajam os seus pensamentos. Acho que para viver neste lugar é preciso voltar a ser criança”.

Diante da história desta vovó distante de sua realidade, revela-se a importância dos cuidados, do carinho e aconchego familiar para ajudar os idosos em suas deficiências. O livro é dedicado a uma geração de avós e netos que precisa ter coragem de descobrir formas de interação para continuar vivendo com amor e alegria.

ultima-ou-capa do maurizio - Cópia

A autora e o ilustrador

Aqui, vou divulgar para vocês a forma como a Páginas Editora apresenta a mim e Maurizio Manzo neste lançamento:

Rosa Maria Miguel Fontes é Belo Horizonte, Minas Gerais. Desde a infância criava personagens e escrevia histórias que eram contadas por suas professoras em salas de aula. Chegou até a ser premiada num concurso de redação de âmbito estadual. Mais tarde, foi trabalhar como professora e continuou a produzir e contar histórias.

Neste livro, ela resolveu falar sobre um assunto muito importante. Quando as pessoas vão ficando velhinhas, elas passam a nos ensinar de diversas formas. Até mesmo com suas doenças e dificuldades. E quando essas pessoas são nossos amores como pais, avós, amigos aprendemos muito mais com elas. O coração nos guia. A história deste livro é um pouco do que ela aprendeu com sua mãe amada. Sorte a dela ter escolhido trabalhar com as palavras para poder falar deste assunto tão precioso.

Rosa Maria é jornalista e escritora. Atualmente, produz o blog sobre literatura infantil “Conta uma história”, que pode ser lido nos sites www.contaumahistoria.com.br  e http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/

Publicou seus primeiros livros “Hikôki e a mensageira do Sol” (2011) e “O abraço das cores” (2013) pela Editora Miguilim. Em seguida, publicou “A menina e o segredo da fadinha” (2016) pela Editora Pingo de Letra. Agora, veio o desafio de ser uma das primeiras autoras a publicar “VoVó inVenta palaVras” com Páginas Editora.

Maurizio Manzo, o ilustrador dessa vovó inventadora de palavras, começou a inventar desenhos desde pequenino. Foi crescendo, mas o menino continuava ali, desenhando, sonhando curioso. Assim, como viu que o tempo não pode parar, decidiu manter no seu interior algo da infância.

Já ilustrou diversos livros e recebeu muitos prêmios. Trabalha perto do sonho ou do que o faz sonhar e sonha com muitas coisas diferentes. O caminho de ilustrar é o de inventar histórias.capa - Cópia

“Pra que tomar banho?”

Essa é uma pergunta que muita criança faz. E quem vai respondê-la é o mestre das Histórias em Quadrinhos (HQ), João Marcos Parreira Mendonça, um dos roteiristas da Maurício de Sousa Produções e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Vale do Rio Doce. Em entrevista ao blog, ele comenta sobre o lançamento deste novo livro e analista a boa fase que os quadrinhos vivem no circuito literário brasileiro. Na opinião do mestre, seria muito difícil o meio literário ficar indiferente ao sucesso da produção atual entre os leitores e, principalmente, diante da qualidade dessa produção.

18816673_1365569356852915_1879995968_n

 

Mendê e Telúria estão de volta num livro especial para os pequenos leitores. O Mendelévio sempre tem uma desculpa para não tomar banho. Dessa vez, algo diferente aconteceu. Vamos descobrir juntos? O livro “Pra que tomar banho?”, 24 páginas, é o segundo da coleção “Meu primeiro quadrinho”, da editora A Semente. Ele é voltado para o pré-leitor, entre 4 e 5 anos, e toda a linguagem visual e textual foi pensada para esse público.

Os irmãos Mendelévio e Telúria são personagens criados por João Marcos. A história do novo livro desta dupla apresenta as desculpas do Mendê pra não tomar banho depois de um dia de muitas brincadeiras. A cada desculpa, ele tem uma surpresa… O lançamento fala sobre uma característica muito comum entre as crianças em relação a essa situação e uma pergunta frequente nessa fase: pra que tomar banho?

18835015_1365569376852913_660489808_n

A entrevista

Além de roteirista do Maurício de Sousa, João Marcos é autor de diversos livros em quadrinhos como “20.000 Léguas Submarinas em quadrinhos”, em parceria com Will (Nemo); “Histórias tão pequenas de nós dois” (Abacatte Editorial), “O mundo mendelévio e o planeta Telúria”, “Sete histórias de pescaria de seu vivinho, em parceria com Fabio Sombra (Abacatte), entre outros.

18901075_1370154846394366_71956767_oRosa Maria: Como você avalia a atual fase das Histórias em Quadrinhos: cada vez mais presentes nos livros infantis; muito disputadas nos eventos literários e contempladas no Prêmio Jabuti?

João Marcos: Estamos vivendo um momento muito bom. Cada vez mais, os quadrinhos vêm ganhando espaço na educação, como uma linguagem importante na formação da criança, e isso abre espaço para a conquista de novos leitores. Entre o público em geral, os quadrinhos são vistos como uma possibilidade para se contar histórias para vários públicos. E boas histórias, diga-se de passagem. Além disso, temos um aumento significativo na produção, tanto em quantidade quanto na qualidade dos trabalhos publicados. As tecnologias de impressão e publicação também se tornaram mais acessíveis e hoje é muito mais fácil produzir uma publicação independente com o mesmo nível de qualidade de uma editora, por exemplo. Num meio onde a imagem tem papel fundamental na narrativa, isso faz toda a diferença. As editoras também têm investido muito mais na publicação de quadrinhos. Além disso, geralmente os quadrinistas são apaixonados pelo que fazem e usam essa paixão para fazer os livros chegarem até os leitores.

Diante desse cenário, temos uma produção de muita qualidade. Aos poucos, os quadrinhos vêm vencendo uma resistência que existia em relação a essa linguagem que é histórica. Existe uma quantidade enorme de estudos, em diversas áreas, que apontam no sentido oposto, da importância desse gênero em vários aspectos. Esse olhar diferenciado no meio acadêmico aliado à qualidade da produção atual fez com que os quadrinhos ganhassem espaço em eventos literários e prêmios importantes nessa área, como o Jabuti. Seria muito difícil o meio literário ficar indiferente ao sucesso da produção atual entre os leitores e, principalmente, diante da qualidade dessa produção. Vejo como um desdobramento natural a chegada ao Jabuti, até porque em anos anteriores algumas publicações em quadrinhos foram premiadas em outras categorias. Reconheço a importância da inclusão no prêmio que, de certa forma, chancela a importância dos quadrinhos no meio editorial.

 

RM: Quais conquistas ainda podem chegar?

JM: Acredito que a maior a conquista é sempre ganhar um novo leitor. Apresentar os quadrinhos e mostrar que aquela linguagem, com suas características próprias, pode contar uma boa história que emocione, divirta, faça dar gargalhadas ou provoque reflexões é a maior conquista que o meio pode ganhar.

 

RM: O que acha que ainda precisa acontecer para fazer juz a esse estilo literário _ digamos assim _ que tanto agrada ao público infantil?

JM: Fazer os livros chegarem até os leitores. Aos poucos, os quadrinhos estão ganhando espaço no circuito editorial (feiras de livros, bienais, prêmios literários) e todos esses espaços contribuem na formação de novos leitores. Entre o público infantil, as escolas têm papel fundamental.  Apesar de no Brasil os quadrinhos serem vistos como um meio voltado para o público infantil, temos poucos autores que se dedicam a esse público. Pouquíssimos. A maior parte da produção hoje é voltada para o público jovem e adulto, principalmente. E a formação de leitores começa na infância.

 

RM: Como os quadrinhos lhe ajudam a construir histórias e transmitir as mensagens que deseja para o seu público?

JM: A junção entre texto e imagens me ajuda a passar toda a ideia e informação que preciso pra contar uma história. Sempre penso nos roteiros com as imagens de cada cena, até no enquadramento da cena que vai ser desenhada. Não consigo pensar nas histórias de outra forma. Como disse o poeta Manoel de Barros, “as imagens são as palavras que nos faltaram”. Acho que quadrinhos são isso.

 

RM: Que características devem ser ressaltadas nas HQ?

JM: A união entre texto e imagens. Numa HQ, uma não tem sentido sem a outra. Esse casamento entre as duas linguagens em favor da narrativa é o grande desafio do quadrinista.

 

RM: Comente sobre suas atividades profissionais e relacione os livros que já lançou.

JM: Atualmente, sou professor no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Vale do Rio Doce e trabalho na produção de livros em quadrinhos para crianças, onde já tenho 10 livros publicados por editoras diversas (Abacatte, Nemo, Paulinas, A Semente). Tenho também um livro teórico sobre o uso dos quadrinhos na educação e outro de literatura infantil. Também trabalho na equipe de roteiristas da Mauricio de Sousa Produções, nas revistas infantis da Turma da Mônica e tenho um canal no Youtube onde dou dicas de desenhos para crianças, o Traça Traço.

Lançamento de livro infantil

Qual a melhor forma da família se comunicar com avós muito idosos? Embora não existam regras, o livro infantil “VoVó inVenta palaVras”, de minha autoria e ilustrado por Maurizio Manzo, em lançamento pela Páginas Editora, trata desta questão de forma positiva e muito divertida. O livro é uma forma de levar crianças a conviverem com a dificuldade dos idosos de forma alegre e descontraída. Editora Páginas lança o livro em duas datas.

Vejam as imagens com informações sobre cada data de lançamento:

 

18834607_1128688797236495_1592201646_n18766699_1765230923504559_8246567998422516641_o - Cópia

“Paz: Pessoas e Animais, Amizades legais”

untitledO escritor Paulo Roberto Drummond está em campanha de pré-venda para a sua coleção de livros chamada “Paz: Pessoas e Animais, Amizades legais” composta por seus livros ilustrados por Daniela Bonite. A campanha está no link

https://www.kickante.com.br/campanhas/pessoas-e-animais-amizades-legais-0

Essa campanha de pré-venda esta sendo realizada por meio do site de financiamento coletivo Kickante e aguarda colaboração financeira de quem se interessar pelo projeto do escritor.

Cada livro da coleção tem um conto inédito. Os contos tratam de amizades inusitadas, não comuns, propondo à criança uma experiência para uma percepção sensível em relação a si mesma e ao outro, na direção de um mundo mais pacífico e compartilhado.

Além de escritor, Paulo Roberto atua também como dramaturgo, diretor, ator e licenciado em filosofia. Ele é o fundador da Cia. Lúdica, companhia de teatro de São Paulo, SP, que existe há 24 anos. Já escreveu diversos textos teatrais para crianças e com essa coleção, ele estreia na literatura infantil.

Novas formas de incentivar crianças a lerem

ranbir-kapoor-storytelling-to-kids

Um livro nas mãos de uma criança pode levá-la a viajar por um mundo de imaginações, fantasia e magia, jamais alcançado por filmes, TV e games. Um momento que será só delas e com certeza uma boa história que jamais esquecerão. O simples estimulo à leitura na infância ajuda a criança a exercitar o cérebro, ter melhor desempenho acadêmico e, até mesmo, a criar uma sociedade mais igualitária.

O professor Júlio César Michelato, coordenador de português do ensino fundamental no colégio Objetivo, em uma entrevista à revista Época, afirmou que a leitura extraclasse gera resultados em sala de aula.

Há uma diferença enorme na produção dos alunos que leem em relação aos que não costumam pegar em livros. “Os que leem têm uma bagagem maior, sabem reivindicar, argumentar com mais propriedade”, afirmou.

Sabendo disso o Vá de Cultura pesquisou e separou sete dicas de como incentivar as crianças ao hábito da leitura.

1 – Crie vozes e ruídos

O simples fato de transformar a leitura em uma brincadeira, com vozes para diferentes personagens, ruídos de vento água, barulhos dos objetos, portas batendo e etc, prenderá atenção das crianças, estimulando-as a imaginar com mais facilidade os acontecimentos.

2 – Encene os personagens

Use objetos que estão esquecidos no guarda roupa. Luvas, chapéus ou qualquer roupa antiga já servirá de disfarce. Quem sabe uma capa de super herói ou um kit de maquilagem infantil para caracterizar cicatrizes, bigodes ou envelhecer.

3 – Conheça o tipo de leitura preferida

Descubra qual tipo de história mais prende a atenção das crianças e leia mais sobre assuntos do gosto delas. Se gosta de contos de fadas, histórias de super-heróis, quadrinhos ou fábulas, procure explorar os estilos que mais as interessem.

4 – Não deixe de contar os grandes clássicos

Clássicos da literatura como Os Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho ou Branca de Neve e Os Sete Anões, mesmo após muitos anos do lançamento, ainda farão parte de muitas e muitas gerações e, com certeza, guiarão as crianças numa viagem por esse lindo mundo.

5 – Seja exemplo Crianças são curiosas

Quando uma criança vê um adulto lendo, geralmente se interessa pelo assunto. Explique sobre o que se trata e convide-a para ler junto com você. Pergunte a ela como foi a leitura e do que tratava o contexto, assim ela terá mais facilidade em pegar o hábito da leitura.

6 – Frequente livrarias e bibliotecas

Frequente a programação das livrarias e bibliotecas, assim, a interação das crianças com o mundo dos livros será mais natural pois, além de poder filtrar as histórias de acordo com os setores de interesses delas, as crianças conhecerão diversas outras possibilidades de leituras que ainda não as foram apresentadas.

7 – Conheça o autor

Fale mais sobre os autores dos livros que elas gostam. Conte sobre suas histórias de vida e dê exemplos de outros livros que eles escreveram. Esta é uma ótima dica para aumentar, aos poucos, o repertório de livros dos pequenos leitores. E você, tem alguma outra dica que possa ajudar as pessoas no incentivo à leitura infantil? Compartilhe com a gente nos comentários abaixo.

Fonte: Denner Morais – É formado em fotografia, trabalha na área desde 2006 e hoje é diretor de audiovisual do Vá de Cultura.

59º Prêmio Jabuti abre inscrições

Livros publicados em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016, poderão ser inscritos no prêmio literário até 18 de julho de 2017.
59º-Prêmio-Jabuti

O 59º Prêmio Jabuti, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), está com as inscrições abertas. O mais tradicional e prestigiado prêmio do livro brasileiro conta com 29 categorias, incluindo as duas novas anunciadas no início do mês: “História em Quadrinhos” e “Livro Brasileiro Publicado no Exterior”. Podem ser inscritas, até o dia 18 de julho, obras publicadas em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016. As inscrições devem ser feitas pelo http://premiojabuti.com.br/.

Durante o biênio 2017/2018, o prêmio traz Luiz Armando Bagolin como curador. Consagrado acadêmico da Universidade de São Paulo e responsável pela direção da Biblioteca Mário de Andrade entre 2013 e 2016, Bagolin chega para trazer uma visão atual e assumir novos desafios com o Jabuti.

“Histórias em Quadrinhos”, que anteriormente era contemplada por “Adaptação”, passa a ter uma categoria dedicada exclusivamente a ela. Poderão ser premiados livros compostos por histórias originais ou adaptadas, contadas por meio de desenhos sequenciais, definidas pela união de cor, mensagem e imagem. Por conta de sua criação, a categoria “Adaptação” deixa de aceitar histórias em quadrinhos.

“Livro Brasileiro Publicado no Exterior”, categoria apoiada pelo Brazilian Publishers – projeto da Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vem para dar visibilidade à produção editorial brasileira que é produzida no exterior. Poderão ser inscritos livros de autor(es) brasileiro(s) nato(s)/naturalizado(s) publicados no exterior em primeira edição no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016, em qualquer gênero, ficção ou não ficção.

As 29 categorias contempladas são: Adaptação; Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia; Capa; Biografia; Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática; Ciências Humanas; Ciências da Saúde; Comunicação; Contos e Crônicas; Didático e Paradidático; Direito; Educação e Pedagogia; Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer; Engenharias, Tecnologias e Informática; Gastronomia; História em Quadrinhos; Ilustração; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Infantil; Infantil Digital; Juvenil; Livro Brasileiro Publicado no Exterior; Poesia; Projeto Gráfico; Psicologia, Psicanálise e Comportamento; Reportagem e Documentário; Romance; Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas; e, Tradução.

Confira o regulamento no site: http://premiojabuti.com.br/wp-content/uploads/2017/05/59-premio-jabuti-regulamento-2017.pdf

“Dois continentes, quatro gerações”

Obra infantojuvenil escrita pela brasileira Beti Rozen e publicada pela Editora do Brasil é palco para discussões de alunos de escola bilíngue de Miami. Através da narrativa de uma família de poloneses que aportou no Brasil, publicação apresenta um retrato das imigrações e seus desafios.

image006Estimular a leitura de obras em português e tratar um pouco das agruras de imigrantes em todo o mundo foi o mote para que Beti Rozen navegasse nos mares da história de “Dois Continentes, quatro Gerações” com os alunos da Doral Downtown Charter School, escola bilíngue (inglês/português e inglês/espanhol) de Miami, Estados Unidos, a convite da instituição.

“Dois continentes, quatro gerações” percorre o tempo e o espaço por meio de recordações de uma família de imigrantes poloneses, que deixam sua terra de origem para migrar para o Brasil. Nessas viagens, absorvem diferentes culturas e descrevem a busca por melhores condições de vida. Baseado em fatos reais, o texto revela os desafios da imigração que, muitos dos antepassados da América um dia tiveram de encarar.

“A maior mensagem da obra é dar importância ao que recebemos de nossos antepassados, olhar para trás e ver que o que somos veio deles e que, às vezes, não damos tanta importância a essas relações”, a autora analisa e completa: “Temos muitos emigrantes, imigrantes e refugiados no mundo. Todos temem o futuro desconhecido. Eles têm que se ajustar a um país com cultura, idioma e comida totalmente diferentes. Eu mesma sou imigrante, pois vivo nos Estados Unidos”.

Os autores

Beti Rozen é uma escritora brasileira nascida no Rio de Janeiro e que atualmente vive nos Estados Unidos. Seus trabalhos (contos infantis e poesias) foram publicados em diversas antologias na Europa e no Brasil e em revistas para crianças em Israel e China. Recentemente, ela recebeu o Brazilian International Press Award de literatura e cultura nos Estados Unidos.

Peter Hays é um dramaturgo e escritor norte-americano com várias produções em seu país natal e uma vasta experiência na área teatral. Recebeu bolsa de estudos em Dramaturgia no New Jersey State Council of the Arts e é pós-graduado pela Tisch School of the Arts da New York University. Beti e Peter têm diversos livros infantojuvenis editados nos Estados Unidos, Brasil e Colômbia, incluindo Dois continentes, quatro gerações, que também está disponível em inglês e espanhol.

Ensine o seu filho a gostar de ler. É tão bom

Sílvia Lapa *

Sabia que a leitura começa muito antes de se aprender a ler na escola? A literacia, como capacidade para descodificar e compreender informação escrita, pode ser promovida lendo, mas também escutando a leitura do outro e conversando sobre os livros. E quanto mais cedo, melhor.

Está provado que «ler com» e «ler para» os filhos é a atividade por si só com maior impacto para o desenvolvimento das funções da linguagem e para a construção de alicerces sólidos para as aprendizagens escolares. Na verdade, mais de 90% da maturação do cérebro ocorre nos primeiros seis anos de vida, razão pela qual não será de estranhar que este seja um período-chave para introduzir hábitos de leitura com todos os benefícios ao nível da linguagem, da criatividade e do pensamento lógico que dela advêm.

A linguagem dos livros é geralmente mais elaborada e rigorosa do que a falada. Ter contacto desde cedo com este cuidado e sofisticação tem invariavelmente impacto no desenvolvimento. Desta forma, pais que leem para os filhos dão-lhes a oportunidade de descobrir novas palavras e de aprender mais sobre a linguagem escrita e a sua função. Provavelmente já todos os pais sabem que ler para os filhos é importante mas não será assim tão intuitivo saber como ler em conjunto.

A leitura em conjunto deve ser uma experiência de partilha e afeto para a qual deve haver total disponibilidade. Por isso, desligue a televisão, afaste o telemóvel e envolva-se. Durante dez ou vinte minutos esteja presente e envolvido. Pretende-se em primeiro lugar que o seu filho, que ainda não sabe ler, possa ter uma participação o mais ativa possível. Leia com expressividade, aponte, comente e peça a opinião da criança.

Os pais são o principal modelo dos filhos e isto também é verdade para o despertar para o prazer da leitura. Crianças que veem os pais a ler por gosto aprendem a ler por gosto.

«O que será que vai acontecer a seguir?» «Será que a personagem fez bem?» «Porque fez aquilo?» No final peça-lhe um reconto. «Agora faz de conta que és tu a ler, a contar.» É a conversa em torno dos livros que lhes dá poder, que ajuda as crianças a fazerem a ponte entre o que escutaram na história e o mundo que as rodeia.

Outra coisa que se deve fazer é observar, com a criança, as várias facetas dos livros. Explorar a capa, as ilustrações… Com crianças mais velhas pode explicar o título, o autor e o ilustrador. Desta forma a criança está a familiarizar-se com a linguagem dos livros e a criar bases importantes para o sucesso escolar. Depois de lerem em conjunto pode incentivar a criança a fazer um desenho sobre a história.

Muitos pais referem que os filhos querem ler várias vezes o mesmo livro, a mesma história. Isso é normal e faz parte do desenvolvimento do gosto pela leitura. Repetir a mesma história traz previsibilidade à leitura, permite reparar melhor nos pormenores e dominar melhor as palavras. Nunca hesite em fazê-lo. E aproveite para pedir uma participação progressivamente mais ativa da criança à medida que vai lendo uma e outra vez a mesma história.

Os pais são o principal modelo dos filhos e isto também é verdade para o despertar para o prazer da leitura. Crianças que veem os pais a ler por gosto aprendem a ler por gosto. Crianças que ouvem os seus pais a ler com entusiasmo e fluência, presenciam o que deve ser uma leitura correta, que depois vão querer imitar.

Fonte: Notícias Magazine

* Sílvia Lapa é técnica de Educação Especial e Reabilitação e Terapeuta da Fala em parceria com o CADIn (Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil).

Dois lançamentos cheios de criatividade

O autor Jean-Claude Alphen acaba de lançar dois livros pela Editora Melhoramentos: “Pinóquia” e “O patinho matemático”. Em “Pinóquia”, os pontos fortes da obra são a integração harmoniosa entre texto e imagem; as diferenças entre os irmãos de uma mesma família; a importância do autoconhecimento e da valorização das diferenças; a personalidade das crianças e seus desejos são respeitados sem que os adultos deixem de colocar a disciplina e os limites necessários à sua educação. Já em “O patinho matemático”, podemos destacar os conceitos primários da matemática e o autoconhecimento.

9788506081396

Para que Pinóquio não seja um menino sozinho, Gepeto cria três irmãos de madeira. Assim como o filho mais velho, cada um tem o seu sonho. A mais diferente é “Pinóquia”, que dá nome a esta obra, revelando que cada um tem o direito de ser o que quiser.

Admirador da obra “As Aventura de Pinóquio”, de Carlo Collodi, o autor e ilustrador Jean-Claude Alphen propõe em seu livro “Pinóquia”, 40 páginas, publicado pela Editora Melhoramentos, a continuação de um dos títulos literário mais lido no mundo.

Depois da solidão de Pinóquio, seu pai Gepeto decide criar irmãos também de madeira e assim surge Júnior, que já nasce querendo ser de plástico. O segundo vem decidido a ser músico. Por fim, Pinóquia, uma menina que deseja aprender de tudo. A Fada Azul até surge para transformar a irmã de Pinóquio em uma menina de verdade, mas ela se recusa. A fada não se incomoda, afinal cada um tem o direito de fazer as suas próprias escolhas. Preço de livro: R$ 35,00.

9788506081389

Nem sempre 1+1 é igual a 2

Logo ao nascer, “O patinho matemático” descobre que é diferente dos demais e busca respostas por meio de questionamentos matemáticos. Tudo isso de forma lúdica e delicada.

Nascido no Brasil, mas criado na França, o autor e ilustrador Jean-Claude Alphen propõe em sua obra “O patinho matemático”, que acaba de ser lançado também pela Editora Melhoramentos, uma reflexão para adultos e crianças sobre diferenças, igualdade, individualidade e aceitação.

A obra resgata um importante personagem da literatura infantil, o Patinho Feio, e com a sua nova versão da história, ensina de forma divertida os conceitos primários da matemática para os pequenos.

As ilustrações são também de Jean-Claude. Os traços, que remetem a riscos de giz, complementam de forma alegre e graciosa a narrativa em 40 páginas. Preço do livro: R$ 35,00.

“A história do esquilo Nutkin”

Clássico da literatura infantil inglesa foi escrito e ilustrado por Beatrix Potter há mais de cem anos. Edições Barbatana lança no Brasil.

70fe6075325e0e8ad4abf6e9ab7a8ccf

Passados 150 anos de seu nascimento, “Beatrix Potter é uma das vozes mais originais da literatura infantil, tendo realizado uma ruptura revolucionária ao tratar seus leitores sem condescendência nem qualquer vestígio de tatibitate ou concessão ao meloso”, como afirma a escritora Ana Maria Machado em seu livro Como e por que ler os clássicos universais desde cedo (Objetiva, 2002).

Como diz a importante escritora brasileira, “os animais na obra de Beatrix Potter são bem diferentes. Não são humanizados, embora vistam roupas. Mas comportam-se o tempo todo como os bichos que realmente são: a raposa quer comer a pata, o esquilo esquece onde enterrou as nozes para o inverno, o sapo que vai pescar quase é comido por um peixe grande, o coelho invade uma horta para roubar cenoura e por pouco não leva uma surra ou é apanhado para ir para a panela.

O que encanta é justamente a ironia divertida que perpassa as histórias, obtida com esse contraste entre as encantadoras aquarelas da autora que pontuam quase cada frase (em livrinhos pequenos que cabem nas mãos infantis) e a absoluta recusa de qualquer sentimentalismo.

Ler suas perturbadoras e atemporais histórias hoje, tão relevantes quanto quando as escreveu, há mais de cem anos, é um raro e prazeroso presente. Tão imenso quanto apreciar suas lindas e detalhadas pinturas.

9566832f2128b65965e537858451e238

O esquilo

Era uma vez um esquilinho travesso, de nome Nutkin, seu irmão Twinkleberry e um grupo de esquilos vermelhos que precisava negociar com a coruja Velha Brown a permissão para coletar nozes em sua ilha. Tudo ia bem até que Nutkin começou a provocar a coruja “com vara curta”…

Além de “A história do esquilo Nutkin”, Edições Barbatana lançou também outro clássicos de autoria de Beatrix Potter:  “A história de Pedro Coelho”. Para adquirir o livro consulte o site www.edicoesbarbatana.com.br

Nesta edição de 64 páginas, o livro é publicado do modo como a autora o imaginou, com as aquarelas em página inteira dialogando pausadamente com os textos, em formato pequeno para caber nas mãos das crianças — o que por si só é uma novidade, porque não há atualmente edições brasileiras com esta característica fundamental.

A publicação de “A história do esquilo Nutkin”, obra até então inédita no Brasil, marca também a celebração dos 150 anos de nascimento de Beatrix Potter.

Voltado a crianças em fase de alfabetização ou já alfabetizadas, entre 5 e 7 anos, o que não impede que a leitura também seja divertida e recomendada para crianças menores, que realizem a leitura dos textos e imagens compartilhada com um adulto. Ou mesmo para nós, que somos bem maiores.

a-historia-do-esquilo-nutkin1-19a59e184ac50a487314848366165492-1024-1024

A autora

Helen Beatrix Potter nasceu em nasceu em South Kensington, Middlesex (hoje Grande Londres), em 28 de julho de 1866, e morreu em 22 de dezembro de 1943, em Sawrey, Lancashire (hoje Cúmbria), também na Inglaterra.

Seu primeiro livro, “A história de Pedro Coelho”, foi publicado em 1902 pela editora britânica Frederick Warne & Co., após várias tentativas frustradas por diversas editoras da Inglaterra, tornando-se rapidamente um estrondoso sucesso, ao qual se seguiram mais de 20 livros que se tornariam clássicos da literatura infantil inglesa, como “A história do esquilo Nutkin”, de 1903.

Além de “A história do esquilo Nutkin”, Edições Barbatana lançou também outro clássicos de autoria de Beatrix Potter:  “A história de Pedro Coelho”. Para adquirir o livro, que custa R$ 30,00, consulte o site www.edicoesbarbatana.com.br