Três lendas para tornar a noite bem especial

 

Criança gosta de ouvir histórias e, acredito, que na noite mágica do Natal, esse momento se torna mais inspirador ainda. Uma forma que encontrei de desejar uma noite de Natal iluminada e abençoada para todos, que acessam este blog, é transcrevendo três lendas para serem contadas em família. Um entretenimento a mais para a ocasião. Mais um momento de união e paz. De boas expectativas e alegrias. Espero que gostem. Desejo a vocês um esplêndido, doce e feliz Natal.

 

A lenda natalina do crisântemo

Vivia na Floresta Negra um camponês chamado Hermann. Na véspera de Natal, quando voltava descuidado para casa, encontrou, caído na neve, um pobre menino que estava quase a morrer. Penalizado com a triste situação da criança, tomou-a nos braços e levou-a para a sua modesta cabana. A mulher do camponês e seus filhos tiveram também muita pena do infeliz e com ele repartiram alegremente a humilde ceia que tinham preparado.

O pequeno, que a bondade daquela gente havia confortado, passou a noite na cabana paupérrima e, na manhã seguinte, sem que ninguém pudesse notar, desapareceu. Dias depois, ao entrar numa igreja, o camponês teve a sua atenção despertada por uma estampa na qual aparecia o Menino Jesus: ele verificou, com assombro, a semelhança entre o Salvador e o pobrezinho a quem ele acudira na noite de Natal.

Não havia dúvida: o pequenino que fora socorrido e agasalhado no pobre casebre do lenhador era o Menino Jesus!

Impressionado com a descoberta, resolveu Hermann rever o lugar em que havia encontrado o Menino Jesus e verificou que haviam milagrosamente nascido, no meio da neve, várias flores de extraordinária beleza. Apanhou cinco dessas flores e levou-as à sua mulher.

Essa flor veio a ser chamada de crisântemo: do grego chrysós, “ouro”, ou Christós, “Cristo”, e ánthemon, “flor”. Ou seja: flores de Cristo ou flores de ouro.

A lenda da vela de natal

Era uma vez um pobre sapateiro que vivia numa cabana, na encruzilhada de um caminho, perto de um pequeno e humilde povoado. Como era um homem bom e queria ajudar os viajantes, que à noite por ali passavam, deixava na janela da sua casa, uma vela acesa todas as noites, de modo a guiá-los. E apesar da doença e a fome, nunca deixou de acender a sua vela.

Veio então uma grande guerra e todos os jovens partiram, deixando a cidade ainda mais pobre e triste. As pessoas do povoado ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, decidiram imitá-lo e, naquela noite, que era a véspera de Natal, todos acederam uma vela em suas casas, iluminando todo o povoado.

À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas! Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”.

A partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos, na véspera de Natal.

A lenda do sonho do Papai Noel

Autor: J. Letria

Certa noite, enquanto dormia, o Papai Noel teve um bonito sonho: era véspera de Natal e todos estavam felizes. Ninguém estava sozinho. Todos tinham família e uma casa com a mesa pronta para a ceia de Natal, onde não faltava comida farta e deliciosa. Não havia pobreza, nem ódio, nem guerras. Todos eram amigos e não havia brigas, palavrões nem má educação… Havia sim, amor, compreensão e carinho entre todos.

As pessoas que se encontravam nas ruas, a caminho de casa, cantarolavam alegremente músicas de Natal, levando os últimos presentes para colocar debaixo do pinheiro. E o Papai Noel não conseguia deixar de sorrir, de tanta felicidade, ao ver o mundo cheio de paz, amor e harmonia.

Quando o Papai Noel acordou e viu que tudo não passava de um sonho, ficou muito triste. Afinal, só algumas pessoas no mundo eram felizes, capazes de celebrar o Natal em alegria e paz com os seus, de terem um lar, comida, roupa e amor.

Perante esta situação, o Papai Noel declarou em voz alta: “terei de continuar a ajudar as crianças e os adultos a terem um Natal realmente feliz. Vou preparar as renas e o meu trenó para enchê-lo com presentes para distribuir esta noite, de modo que, pelo menos uma vez por ano, haja alegria no coração de todos nós!”

Quando viu os sorrisos das crianças e dos pais ao verem os seus presentes, o Papai Noel decidiu manter esta tradição. Continua assim, ano após ano, a cumprir a sua tarefa até que um dia possa ver o seu lindo sonho totalmente concretizado.

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