“A menina popular”

Esse é o segundo livro de Gabriela Riccobene, de 9 anos de idade, no qual desvenda os mistérios na mente de uma criança.

 

Além de escrever a história, Gabriela também ilustra todo o livro. Foto: Café Central

 

Seguindo a trajetória do pai, Gabriela Riccobene Rodrigues de 9 anos de idade, filha do filósofo, poeta, jornalista e escritor Fabiano de Abreu, lançou o seu segundo livro com o nome ‘A menina popular’. O primeiro livro da pequena escritora, editado quando tinha 8 anos, foi intitulado pela própria como: ‘Uma história criada por Gabriela’. O livro é um conto infantil que narra a história de uma princesinha chamada Isabela. Uma personagem que adorava estudar o tempo todo, mesmo nas férias e contava os dias para voltar às aulas.

 

Já o segundo livro ‘A menina popular’ que, assim com o primeiro, explorou o lado artístico da autora que também assina as ilustrações. Gabriela conta a história de uma menina chamada Maria que tinha uma vida normal, mas era vista como popular na escola. 

 

“A Gabriela é muito fechada, mas é na escrita que consigo desvendá-la. Ela gosta de desenhar e de escrever e é neste momento que consigo entender seu pensamento. Neste livro, ela conta a história de uma menina popular, mas fala dos animais de estimação, dos avós e a frequência que os vê assim como fala da importância de ser uma boa aluna. Um livro de 13 páginas e através dele ela transparece o que está em sua mente assim como explora seu dom artístico nas palavras e nas pinturas”, afirma o pai da autora. 

 

Quando pronto, após ler o livro e observar as pinturas, Fabiano questionou, de forma branda, o motivo que fez Gabriela criar um personagem de uma menina popular, mas com todos os atributos necessários para ser uma boa menina. “Foi o que veio em minha cabeça. Maria é popular e tem dois amigos, todos gostam muito dela e ela é uma ótima aluna em matemática.” Foi o que disse Gabriela ao seu pai que, através desta observação.

 

Como ele que é um estudioso em comportamentos humanos, chegou a uma conclusão baseado nas seguintes vertentes: 

 

“A Gabriela é muito tímida e muito observadora. Ela sabe que o pai dela trabalha com artistas e já viu vídeos do pai. Ela tem um conflito entre a timidez e achar que ser popular faz com que seja vista pelo pai também. Ela busca maneiras de chamar a minha atenção, pois sou separado da mãe dela e por mais que eu dê muita atenção todo tempo que estou com ela, para ela, ainda não é o suficiente. Ela se preocupa muito em estudar para passar de ano e ter mais tempo comigo nas férias. Daí a necessidade de boas notas e a matemática é a matéria que ela mais gosta, por isso, sempre tira notas boas. Sempre que estou com ela, seja nas férias, finais de semana ou feriados, procuro trabalhar o mínimo possível e dedicar meu tempo como um pai e amigo ao mesmo tempo. 

Sobre o desenho, ela sabe que desenha bem e, por isso, é nos desenhos que mais desvendo a cabecinha desta minha filha que tenta sempre manter-se em silêncio”, conclui o filósofo.

 

“Usar a escrita ou os desenhos de uma criança é uma boa maneira de desvendá-las.” 

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