Dicas do Itaú para a formação do leitor

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em 18 de abril por ser esta a data de nascimento de Monteiro Lobato, considerado por muitos como o pai da literatura infantil no Brasil. Presente na memória afetiva de muitos, especialmente com “O Sítio do Pica-pau Amarelo”, na última década, o autor tem sido alvo de controvérsias.

Alguns especialistas apontam que sua obra não deve ser lida para as crianças hoje em dia por carregar teor racista. Já outros defendem a leitura de forma crítica, por meio de um mediador. Mas, fato é que as crianças devem tomar contato com debates sociais importantes, como racismo, homofobia, diferenças socioeconômicas. Os clássicos têm uma função nesse processo, mesmo que tragam mensagens inadequadas? Como os autores contemporâneos estão tratando esses temas?

Para a coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo, (FOTO) o mediador tem um papel fundamental, seja ele um familiar ou um professor. “Para formar um bom leitor, é preciso de um adulto mediador que fará a ponte entre o livro e a criança. Ele deve conhecer e refletir sobre a obra literária para ajudar as crianças em seus questionamentos e inclusive problematizar com elas.”

Segundo ela, “Monteiro Lobato embalou gerações e fez toda a diferença nas narrativas das crianças, porém, é preciso saber qual o contexto da sua época e da sua vida que refletiu em suas obras. Hoje, com um olhar mais crítico para a sociedade e considerando o racismo estrutural, de fato ficamos apreensivos ao ler suas histórias.”

“Porém, não ler obras que tratam de temas sensíveis é uma tentativa frustrada de proteger as crianças destas temáticas e pode ser um desserviço à criança, pois não ajuda a formar leitores críticos e competentes”, explica.

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