As vivências dos leitores nas bibliotecas de BH

Projeto vai registrar, em livro e exposição, as vivências dos moradores de Belo Horizonte nos espaços de leitura e, assim, contar a história afetiva de leitores e bibliotecas. Veja como participar.

 

Belo Horizonte acaba de ganhar um projeto que vai contar um pouco da relação de seus moradores com a leitura e as bibliotecas da cidade. Aberta à população, a iniciativa também inclui colaboração e depoimentos de belo-horizontinos com participação ativa no setor literário.

“Por meio de diversas vozes, queremos contar as muitas histórias de leitores, leituras e bibliotecas na cidade, por acreditarmos que ler e escrever são imprescindíveis em projetos de desenvolvimento humano”, afirma Cleide Fernandes, bibliotecária e coordenadora do projeto viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Os depoimentos serão transformados em livro, que será lançado em outubro deste ano, com distribuição gratuita, e disponibilizado em bibliotecas da cidade. Os relatos integrarão também uma exposição itinerante que irá percorrer centros culturais de BH.

Para colher os depoimentos dos moradores de Belo Horizonte está no ar a campanha “Quais são suas histórias e trajetórias de leitura em Belo Horizonte?” veiculada nas redes sociais do projeto (@historiaafetivabh). Os relatos deverāo ser encaminhados para o email historiaafetivabh@gmail.com até o dia 8 agosto. Aqueles que forem selecionados, integrarão um dos capítulos do livro.

Vozes distintas da cidade

O livro História Afetiva de Leitores de Bibliotecas de Belo Horizonte contará ainda com depoimentos de moradores da cidade, que atuam na criação e produção literárias, na formação de profissionais e na promoção do acesso à leitura.

Entre eles estão Alessandra Gino, bibliotecária; Aline Cântia, pesquisadora da tradição oral e narradora de histórias; Ana Elisa Ribeiro, professora universitária e escritora; Camila Félix, poeta e pesquisadora dos coletivos de saraus da Região Metropolitana de Belo Horizonte; Carlito Homem de Sá, bacharel em letras, servidor público e leitor do Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais; Elizete Lisboa, escritora; Etiene Martins, jornalista e livreira; Fabrício José Nascimento da Silveira, pesquisador e professor universitário; Francisco de Moraes Mendes, escritor; Léo Gonçalves, poeta e tradutor, e Macaé Evaristo, educadora.

Também participam do projeto Márcia Maria Cruz, jornalista; Marcílio França Castro, escritor; Maria Antonieta Cunha, editora, professora universitária, tradutora e fundadora da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte; Maria Mazzarelo Rodrigues, editora; Nelson Cruz, escritor e ilustrador; Norma de Souza Lopes, poeta e professora; Odilon Esteves, ator e idealizador do projeto Espalhemos Poesia; Rafael Mussolini, pedagogo e estudante de biblioteconomia, com atuação junto a bibliotecas comunitárias, e Rogério Coelho, escritor e fundador do Coletivoz – Sarau de Periferia.

As entrevistas estão sendo realizadas pelas pesquisadoras na área de leitura e bibliotecas, Fabíola Farias e Maria da Conceição Carvalho, e também pela bibliotecária Cleide Fernandes

Segundo Fabíola Farias, a seleção de entrevistados buscou contemplar a representação de distintas vozes, maneiras e lugares de atuação em Belo Horizonte. “O objetivo é identificar, registrar e valorizar as formas e lugares de ler em Belo Horizonte, a partir do relato de pessoas que, em diferentes frentes e locais de atuação, contribuem para a construção da ideia de que a leitura e a literatura constituem importantes bens culturais para a compreensão dos sujeitos, individual e coletivamente, no tempo, espaço e relações em que vivem”, explica.

“Com os depoimentos, será possível contar um pouco da história contemporânea e afetiva da leitura em Belo Horizonte, em relatos de experiências pessoais, mas que revelam bastante sobre os modos de vida e a política cultural da cidade”, completa Maria da Conceiçāo Carvalho.

Mais do que registrar um aspecto importante da história cultural da cidade, de acordo com Cleide Fernandes, o projeto também deverá revelar oportunidades e desafios na área da leitura. “As trajetórias de leitores, suas maneiras e lugares de ler, incluindo as bibliotecas, se apresentam como um recorte para pensar o acesso a bens culturais na capital mineira, suas ofertas e exclusões”.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Quem quiser participar do Projeto História Afetiva de Leitores de Bibliotecas em Belo Horizonte deve enviar sua contribuição de até 2.500 caracteres para historiaafetivabh@gmail.com até o dia 8 de agosto.

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