Dicas para a rotina de estudos em casa

Respeitar o tempo de concentração e intervalos, criar um ambiente adequado e utilizar a Arte e a tecnologia podem ajudar o aprendizado dos filhos em tempos de isolamento social. Leia nessa matéria 5 dicas preciosas da FTD Educação.

O fechamento das escolas por conta da pandemia levou a rotina de estudos para dentro de casa, criando um desafio para as famílias, que passam a exercer um novo papel no aprendizado dos filhos em tempos de pandemia. Neste contexto é importante ressaltar que aprender é um ato associado a qualquer pessoa, espaço ou situação que permitam vivenciar o mundo ao redor. Eu aprendo onde estiver e com tudo.

Mas vale destacar que a nova rotina chegou de surpresa para todos: pais, professores, crianças e produtores de conteúdo educacional. Sem uma preparação prévia para esta nova realidade, mais do que agir, é um momento de reagir – e que exige esforço de todos os lados.

Para os pais, que também precisam se adaptar a esta nova fase, de orientar e acompanhar os estudos dos filhos em isolamento social, seguem alguns pontos que merecem atenção, como o tempo de concentração de cada faixa etária, como utilizar a tecnologia e as diferentes linguagens como instrumentos de ensino e qual nível de ajuda devem oferecer nas atividades.

Silvana Rossi, pedagoga com Habilitação em Orientação Educacional e Vocacional pela USP e diretora adjunta de Produtos e Serviços da FTD Educação, destaca cinco pontos que merecem ser observados dentro da rotina de estudos em casa.

Concentração – Entender o tempo de concentração dos filhos é um desafio para pais principalmente para aqueles que têm “alunos” com diferentes faixas etárias dentro da mesma casa.

Dos 3 aos 5 anos de idade, os pequenos têm entre 20 e 30 minutos de concentração para desenvolver qualquer atividade. Depois dispersam. Neste caso, é importante alternar o ensino com brincadeiras para que a criança possa se movimentar.

Dos 10 aos 12 anos, o tempo de concentração aumenta para mais de uma hora, mas o aluno também necessita de pausas.

Já os adolescentes precisam construir a própria autonomia e rotina de estudos em casa, com disciplina e organização, contando com o anteparo dos pais, que podem trazer referências de filmes, por exemplo, e discutir questões sobre ética, moral, diferenças, entre outras.

A ideia é trazer o estudo para a prática e para a vida real. Só não vale o “faz, porque eu estou mandando”.

Intervalos – As escolas, que se organizam com momentos de treino, esforço e concentração, têm estes intervalos e é fundamental segui-los também dentro de casa. O espaço para as atividades também deve ser tranquilo, para que as crianças se concentrem.

Mas como os pais podem criar estes momentos de alternância para os pequenos (de 3 a 5 anos) dentro de casa? Se, por exemplo, estiveram estudando formas geométricas, uma opção são tours virtuais por museus ou cidades, ver vídeos que trazem desafios visuais e façam a associação entre o conteúdo aprendido (formas geométricas) e a vivência, mesma que seja virtual.

Para os maiores (de 10 a 12 anos), os intervalos podem incluir jogos de regras, como dama, dominó, batalha naval, que ajudam a trabalhar a relação de espaço, por exemplo. Ou ainda ouvir música, que pode trazer o tema relacionado ao conteúdo.

Informação – Como levar para os estudos as notícias sobre a pandemia é outra dúvida dos pais. Vale ressaltar que qualquer informação, que não for refletida ou pensada, é difícil de ser entendida pelo aluno.

Para os adolescentes, tem situações de estudo possíveis de usar e discutir as notícias. Já para os mais novos é importante dosar as informações. Eles precisam saber o que têm curiosidade de saber, ou seja, apenas responda o que for perguntado.

Ajuda – É importante que os pais percebam o que o filho/aluno sabe fazer sozinho, o que faz com pequena ajuda e o que não sabe fazer. São três patamares de conhecimento para orientar pais ou professores para saber quando precisam ou não ajudar nas atividades escolares.

Tecnologia – Os pais devem compreender a dificuldade do filho no uso do conteúdo ou da tecnologia para auxiliar na utilização das ferramentas digitais. O uso da tecnologia é novo para todos e estamos aprendendo em múltiplas linguagens e lugares. Também é preciso ter amorosidade para compreender que os professores partiram de uma linguagem presencial para uma linguagem à distância e que isto é um desafio para todos, em todos os níveis de interação.

E se o pai não souber usar a tecnologia? Ele não precisa ter as respostas, mas, sim, a oportunidade de reflexão. Neste momento, a preocupação é criar oportunidades para o aluno aprender e há o aprendizado de todos. A tecnologia foi ressignificada: o que antes para o aluno era o momento do lúdico e do lazer, agora tornou-se lugar de aula. É um exercício para toda família e uma oportunidade de ressignificar o ser humano, no seu lado pessoal e profissional.

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