Artistas contam histórias para crianças

A solidariedade de gente famosa com quem está em hospitais ou isolados em casa. Veja como essa turma do bem está participando através da literatura.

Claudia Raia, Antônio Fagundes, Giovanna Antonelli, Sophia Abrahão, Emicida e muitos outros artistas e personalidades de diversas áreas abraçaram a causa da Associação Viva e Deixe Viver, que adota a contação de histórias no ambiente online para minimizar o isolamento social das crianças e jovens hospitalizados, além daqueles que estão em casa neste momento tão difícil.

Ao participar voluntariamente do projeto Viva Personas, eles fazem com que a esperança e a magia da literatura continuem a pulsar entre as crianças, suas famílias, profissionais da saúde e da educação. A iniciativa acaba de ser escolhida entre os cinco cases de destaque do movimento #VamosVirarOJogo, formado por empresas e organizações dispostas a compartilhar experiências para superar a crise gerada pela pandemia.

A idealização do Viva Personas começou quando o grupo de 1,2 mil voluntários se viu impedido de entrar em 86 hospitais espalhados pelo país para contar histórias às crianças internadas. Essa atividade, às vésperas de completar 23 anos, foi interrompida pela pandemia e as crianças, agora também isoladas em casa, ficaram ainda mais sozinhas. Para multiplicar o alcance da ação e transmitir carinho, afeto e esperança a todas as crianças e famílias brasileiras, os vídeos ficarão disponíveis por tempo indeterminado no site Bisbilhoteca Viva http://www.bisbilhotecaviva.org.br.

Novidades toda semana

A lista de novas adesões ao Viva Personas não para de crescer e toda semana três novos vídeos são compartilhados no site Bisbilhoteca Viva. O primeiro foi a história contada por Cláudia Raia sobre uma garota cega que virou bailarina.

A atriz Giovanna Antonelli e as filhas gêmeas gravaram O Pé Guloso, história criada por uma das meninas. O humorista Paulinho Serra também gravou ao lado do filho e Emicida leu Amoras, de sua autoria.

E há ainda vídeos gravados por Sophia Abrahão, João Signorelli, Matheus Abreu e Jarbas Homem de Mello.

Do jornalismo, moda e demais áreas voltadas ao entretenimento podem ser conferidas as histórias narradas por Nadja Haddad, Rachel Sherazade, Sandra Oakh, Paulo Tadeu e a pequena Duda Reis.

A lista continua a crescer, uma vez que o projeto não tem data para acabar. Antônio Fagundes, Zeca Baleiro, Lorena Queiroz, Amanda Acosta, Alexandra Martins, Isabela Fiorentino, Marcos Pitombo, Arlindo Grund, Monica Salgado, Zé Renato, Lilian Blanc e Jonathan Faria são alguns dos demais artistas que também aderiram ao Viva Personas. Entre os esportistas, está garantida a participação do campeão olímpico de vôlei masculino, William Arjona.

Além do site, uma boa maneira de acompanhar essa movimentação é pelo Instagram da Associação (@vivavdv). Para manter o vínculo com as crianças hospitalizadas e que já estavam acostumadas com a presença dos contadores de histórias da Viva e Deixe Viver, a entidade utiliza o impulsionamento no Facebook e Instagram com uso do direcionamento das postagens por localização do endereço de todos os hospitais em que atua. E, para ser ainda mais inclusivo, a partir desta semana os vídeos também contemplam linguagem em Libras.

Os dois movimentos

O projeto Viva Personas foi escolhido entre os cinco cases de destaque entre as organizações participantes do movimento #VamosVirarOJogo (http://www.vamosvirarojogo.org). Esta é a terceira rodada de cases promovida por esse grupo de organizações que se uniu para compartilhar as melhores práticas e soluções inovadoras para superar obstáculos da crise e no futuro pós-isolamento.

A Associação Viva e Deixe Viver foi fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino. O link da associação é http://www.vivaedeixeviver.org.br. É uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que conta com o apoio de voluntários que se dedicam a contar histórias para crianças e adolescentes hospitalizados, visando transformar a internação hospitalar num momento mais alegre, agradável e terapêutico, além de contribuir para a humanização da saúde, causa da entidade.

Hoje, além dos 1.357 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 86 hospitais em todo o Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas UOL, Volvo, Pfizer, Nadir Figueiredo, Safran, Mahle Metal Leve, Instituto Pensi e Instituto Helena Florisbal.

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