Escolas podem ajudar sua comunidade

Sistema de Ensino traz algumas dicas que podem ser adotadas durante o distanciamento social.

Foto Reprodução: Educartte

 

As instituições de ensino brasileiras foram surpreendidas com a súbita suspensão das aulas presenciais devido à necessidade do isolamento social. Escolas de todo país tiveram que se adaptar rapidamente ao modelo de ensino remoto. Embora algumas instituições de ensino estivessem tecnicamente prontas para esse formato de ensino, muitas pessoas não estavam emocionalmente preparadas para o distanciamento. Assim, toda comunidade escolar — professores, famílias, alunos, setores administrativos e de limpeza — precisou aprender a lidar mais de perto com esse novo modelo de funcionamento a distância.

Em meio às preocupações com a qualidade do aprendizado, com a readaptação de conteúdo e com o cumprimento do planejamento letivo, o cuidado com a saúde mental não pode ficar em segundo plano e deve ser uma prioridade para as instituições. Aline Castro, gerente da assessoria pedagógica do Sistema de Ensino pH, explica que as escolas precisam se perguntar como elas podem auxiliar as famílias, que em sua maioria estão sobrecarregadas nesse momento tão delicado.

“Temos que admitir que ninguém foi preparado para o distanciamento social e estamos juntos aprendendo a lidar com ele. O primeiro passo é pensar: como podemos ajudar as famílias que estão tendo que dar conta de suas vidas profissionais, das responsabilidades domésticas, cuidar da casa, dos animais de estimação, dos avós e ainda orientar os estudos de seus filhos?”

Aline explica que o caminho para a escola proporcionar esse equilíbrio é a organização. “Toda semana o Sistema de Ensino pH realiza webinários com pautas relacionadas a sugestões de como a escola pode se organizar. Quando falamos de organização e rotina no novo formato de trabalho estamos falando de equilíbrio mental e dando suporte para a escola continuar o trabalho dela”. A gerente da assessoria pedagógica conta que alguns webinários trouxeram temas específicos relacionados a saúde e bem-estar das famílias, como o tópico de comunicação não violenta.

Além do webinário, o Sistema pH produziu um material de apoio sobre os benefícios da comunicação empática. Um dos trechos destaca: “Os adultos, família e escola precisam estar saudáveis e equilibrados emocionalmente em momentos de crise para dar aos seus filhos o sentimento de segurança. Isso significa que precisamos da nossa capacidade de construir relacionamentos saudáveis por meio de uma comunicação clara e de uma escuta ativa”.

Na prática, esse vínculo entre a escola e sua comunidade pode ser mantido por meio de atividades coletivas, recados em vídeo e conversas pontuais que façam uma avaliação sobre como cada um tem se adaptado às mudanças.

Como ficam as crianças nesse processo?

No caso dos pequenos, algumas ações e atividades são interessantes: incluir na nova rotina vídeos ao vivo para cantar parabéns para os colegas, enviar histórias para eles ouvirem, propor uma troca de playlist de músicas infantis com os amiguinhos, sugerir que os pais reservem o tempo para brincar com as crianças e não se esquecer do tempo livre para as crianças brincarem e inventarem coisas.

E os adolescentes que se afastam e ficam ainda mais reservados?

Os jovens acabam sendo mais afetados durante o distanciamento social, justamente porque entendem melhor os efeitos da pandemia e têm mais consciência sobre o que está acontecendo. O Sistema pH indica algumas estratégias que podem ser adotadas pela família e sugeridas pela escola:

  • Explicar aos responsáveis a importância de a família exercer o papel de adulto e não de amigos, ao contrário do que alguns imaginam isso não aproxima; adultos equilibrados, responsáveis e com autoridade geram segurança para a família como um todo.
  • Criar momentos de diálogos para conhecer as ideias e os sentimentos que os adolescentes estão vivenciando.
  • Criar espaço para reflexão por meio de boas perguntas, evitando juízo de valores.
  • Fazer as perguntas e dar tempo de resposta.
  • Conhecer os jogos eletrônicos, as séries/filmes, o estilo musical, os aplicativos e as redes sociais mais utilizadas por eles pode gerar um bom bate papo.
  • Permitir-se aprender com seu filho, os adolescentes são fontes inesgotáveis de criatividade e alegria.

Por fim, o material produzido pelo Sistema pH chama atenção para as famílias lembrarem que estar perto não significa estar presente. É importante reservar um tempo para realmente ficar com os filhos isso faz eles se sentirem seguros e mais calmos, independentemente da idade.

O pH surgiu em 2012, a partir do trabalho desenvolvido no Colégio pH e Curso pH, presente há mais de 30 anos no Rio de Janeiro.  Reconhecido pelo elevado número de aprovações nos vestibulares das universidades mais concorridas do estado e pelos excelentes resultados no ENEM, o pH atua da Educação Infantil ao Pré-vestibular.  O sistema conta com uma série de escolas parceiras e oferece orientação nas áreas de planejamento, ferramentas tecnológicas, projetos inovadores, integração de recursos e formação contínua dos profissionais.

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