O ano letivo não está perdido

Especialistas em educação orientam as famílias: paciência e motivação são fundamentais para passar por este momento assim como promover a empatia pelos professores.

A maioria dos estados brasileiros segue no isolamento social no qual a grande maioria das instituições de ensino continuam com a suspensão das aulas regulares, sendo elas públicas ou particulares. Enquanto grande parte tenta se adequar à nova rotina com a aplicação de aulas online, os pais e as crianças fazem um esforço enorme para dar conta de tudo e conseguirem assimilar a grande carga de atividades. Tudo isso aliado ao tempo que os pais têm para acompanhar as tarefas em meio a uma rotina atribulada.

“Precisamos ajudar nossas crianças a se esforçarem para conseguirem aprender o máximo que for possível no período em que estão em casa. Nem mesmo no formato tradicional faria sentido esperar que todos assimilassem tudo aquilo que a escola disponibilizou. O processo de aprendizagem não é linear”, diz Taís Bento, educadora e fundadora do SOS Educação.

O papel da educação sempre deve ser compartilhado e, principalmente neste momento, não é somente a escola que deve ajudar os alunos. As famílias também podem formar um time para acompanhar os estudos dos filhos. “Em casa, os pais podem verificar se eles estão conseguindo cumprir com as atividades propostas e incentivar cada pequeno avanço”, comenta Bruna Duarte Vitorino, pedagoga com mais de 15 anos de atuação na área de educação e atualmente coordenadora do setor pedagógico do Kumon.

Para Roberta Bento, não podemos subestimar a capacidade de aprendizagem das crianças e adolescentes, muito menos colocar todo o foco nos conteúdos acadêmicos. Um ano letivo não é formado somente por conteúdo acadêmico. “A própria Base Nacional Comum Curricular traz a importância do desenvolvimento de competências aliadas as atividades escolares. Esse período desafiador pode favorecer muito a prática de habilidades, conhecimentos e atitudes que independem do conteúdo específico, enquanto preparam o aluno para assimilar com mais facilidade as matérias em outro momento”, diz.

Escolas durante o isolamento

É preciso união entre a instituição de ensino e família. Só juntas vão poder ajudar as crianças a passar por esse desafio.  Por um lado, a rede de ensino tenta ajustar o calendário escolar, a proposta pedagógica, as aulas a distância e as questões burocráticas como notas, registro de presença dos alunos, entre outros. Em outra frente, tenta oferecer apoio aos professores que estão sentindo a sobrecarga de atividades e a cobrança dos pais por informações e certezas que a escola não tem como oferecer. Certamente um período muito complicado e difícil para todos.

De acordo com Bruna, o mais importante é tentar minimizar o impacto que essa crise terá na saúde emocional ou no processo de aprendizagem de crianças e adolescentes.

Papel dos pais

A ajuda dos pais é fundamental para a criança conseguir a organizar a rotina em casa e garantir que tenham momentos de estudo distribuídos ao longo da semana. Isso contribui para que os filhos desenvolvam habilidades como senso de responsabilidade, paciência e persistência.

“Cabe aos pais estabelecer a dose diária ideal de estudo dentro de casa, de acordo com a realidade da família. Juntos, pais e escola, cabe o esforço para entender que não há respostas prontas, que o desafio é grande e que eles são os responsáveis pelas decisões que irão impactar o resto das crianças: equilíbrio é a palavra chave”, aponta Tais Bento.

No Kumon, maior franquia educacional do país, as aulas continuam mesmo com as unidades fechadas por conta da pandemia. O Estudo no Lar, uma prática sempre reforçada e incentivada pelo método de estudo, agora, mais do que nunca, tem uma importância fundamental para o contínuo desenvolvimento dos alunos. Os franqueados enviam os materiais e entram em contato com os pais, conversam com a criança para tirar dúvidas e motivar para que as metas sejam batidas. “Estudar em casa traz um grande benefício para o aluno. Além da criança potencializar as suas habilidades, ela se torna mais disciplinada e independente”, finaliza Bruna.

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