Brincar é um direito das crianças

Projeto Brincadeira em Família, do Itaú Social, resgata 25 brincadeiras da tradição oral brasileira

 

Foto: Divulgação Itaú Social / Rita Moura

 

Em agosto se comemora uma data importante: o Dia da Infância, em 24/8, com o propósito de promover uma reflexão sobre as condições em que meninas e meninos vivem no mundo. Brincar é diversão, mas sobretudo um direito da criança garantido pela Constituição Brasileira, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“É verdade que brincando as crianças aprendem sobre elas mesmas, sobre o mundo e o que está ao seu redor. Além de aprender, elas nos dizem muitas coisas enquanto brincam, pois externam, a partir do universo simbólico, como elas estão se sentindo”, explica a especialista em educação do Itaú Social, Juliana Yade.

Cada macaco no seu galho, gato mia, estátua, batatinha frita… Sim, são todas brincadeiras marcantes do imaginário de muitas pessoas, aquela lembrança que provoca um sorrisinho de canto de boca e quase sempre remete à uma boa história da infância. Em tempos de distanciamento social, trazer novidades e renovar as brincadeiras com as crianças pode ser muito divertido, além de contribuir para o desenvolvimento do pensamento e incentivar a imaginação dos mais novos.

Esta é a proposta do conteúdo “Brincadeira em Família”, uma iniciativa do Itaú Social com o apoio técnico do CENPEC Educação, que traz 25 opções de atividades que fazem parte da tradição oral brasileira para que adultos e crianças brinquem juntos. “Brincar com as crianças é muito mais do que entretê-las, é um momento enredado de afetos, olhares, cuidados, toques e imaginação. Tudo isso traz autoconfiança e autoaceitação”, complementa a especialista. O link do projeto é https://polo.org.br/educacao-na-pandemia/formacao/31/familias

Algumas brincadeiras

Foto: Itaú Social Divulgação / Camila Almeida

 

Parlendas e cantigas

Lembra da canção “Hoje é domingo, pé de cachimbo…” Pois essa é uma parlenda que faz parte da nossa tradição oral. Até mesmo os bebês, que ainda não sabem falar, podem acompanhar os sons. O mais importante é cantar várias vezes, pois assim todos irão aprender e se divertir juntos. Uma forma de variar a brincadeira é chamar as crianças para fazer desenhos baseados no que as parlendas e cantigas falam.

Cada macaco no seu galho

Antes de começar, é preciso organizar o espaço — o que pode ser um bom motivo para envolver todos na arrumação. O “pegador” é o “Chefe dos Macacos” e os outros são os “Macaquinhos”. A brincadeira começa quando o “Chefe” diz: “Cada macaco no seu galho”. Os “Macaquinhos” deverão fugir e subir em algum móvel. Pode ser o sofá, uma cadeira, um banquinho ou qualquer móvel que não estrague ou quebre ao subirem nele.

O “Chefe” precisa correr atrás dos “Macaquinhos” para tentar pegá-los antes que consigam subir nos móveis. Se não pegar nenhum, todos descem e a brincadeira recomeça. A rodada acaba quando alguém é pego e passa a ser o “Chefe”.

Batatinha frita

É necessário três ou mais pessoas para brincar e pode ser feita em qualquer ambiente que tenha duas paredes opostas e seja possível se movimentar de uma à outra. Uma das pessoas será o “Observador” e as outras, as “Estátuas”. O “Observador” fica de frente para uma das paredes, que chamaremos de parede de chegada. As “Estátuas” encostam-se à parede oposta — parede de largada. O objetivo de cada “Estátua” é ser a primeira a atingir a parede de chegada.

Depois de todos posicionados, o “Observador” diz pausadamente: Ba-ta-ti-nha fri-ta, um, dois, três. Quando inicia a frase: Ba-ta-ti-nha…, as “Estátuas” desencostam da parede de largada e começam a se movimentar em direção à parede de chegada. Quando ele diz: … três, as “Estátuas” precisam parar no local e na posição em que estiverem.

Rapidamente, o “Observador” se vira para olhar as “Estátuas”. Se alguma estiver se mexendo, mesmo que muito sutilmente, ela deve voltar para parede de largada. As outras “Estátuas” mantêm-se no lugar em que estão. Então, o “Observador” retorna à parede de chegada e recomeça: Ba-ta-ti-nha… Quem alcançar primeiro a parede de chegada, se torna o novo “Observador”.

Foto: Itaú Social – divulgação / Camila Almeida

 

Algumas dicas

1- Escolha um horário em que as crianças não estejam cansadas ou com fome, tampouco precisem relaxar logo depois.

2- Organize o espaço em que a brincadeira acontecerá. Há três motivos para isso: facilitar a circulação e garantir a segurança; mostrar a todos que diferentes ambientes da casa podem ter usos variados; e chamar as crianças para a brincadeira.

3- Use os materiais que você possui, faça as adaptações necessárias, ajuste as propostas ao que é possível na sua casa e reinvente as brincadeiras tradicionais, do tempo dos pais, tios, avós e bisavós.

4- Em algumas atividades, os brincantes têm papéis definidos. Por exemplo: alguém precisa ser o pegador e os demais, os fugitivos. Procure revezar esses papéis, isso aumenta a autonomia das crianças e pode tornar a brincadeira mais divertida para todos. Contudo, o ideal é que o adulto comece exercendo o papel de quem comanda a brincadeira até que as crianças aprendam.

5- As crianças gostam de repetir as brincadeiras. Então, não se preocupe em oferecer sugestões novas todos os dias. As brincadeiras podem ser repetidas, enquanto estiverem interessando às crianças. Às vezes, variar um pouco a forma de brincar mantém a curiosidade dos pequenos.

6- As mesmas brincadeiras podem ser muito divertidas em diferentes idades. Contudo, a partir de determinada fase, a criança terá mais condições de entender as propostas, desenvolvendo-as com mais autonomia.

 

 

 

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