Brincar contribui para o desenvolvimento e bem-estar

Especialista dá dicas de como incentivar a brincadeira, atividade essencial para o fortalecimento das crianças 

 

Foto: Divulgação

Brincar é, antes de tudo, um direito das crianças que necessariamente deve ser garantido, mas sem dúvida nenhuma tornou-se uma ferramenta ainda mais importante de expressão e comunicação no momento atual. “A brincadeira sempre foi uma maneira de criar, descobrir, explorar os sentidos, elaborar emoções e pensamentos das crianças diante de um cotidiano modificado.

O brincar pode contribuir com o desenvolvimento e bem-estar físico e emocional das crianças”, conta a coordenadora de Educação Infantil da Rede Marista de Educação Básica, Karin Lacerda. 

Novo normal e espaços limitados

As brincadeiras sempre foram um momento importante de contato e convivência social, seja em casa, na escola ou em outros espaços. Porém, com a pandemia, esse cenário se modificou e exige a presença ainda mais efetiva dos adultos. “Neste período, mesmo que os pais e responsáveis já estejam voltando à rotina, é essencial lembrar do brincar como um momento de compreensão do período em que estamos vivendo. Além disso, gera muitas descobertas e possibilidades de criação por meio de sons, cores e movimentos para a criança”, mas também ao brincarem juntos torna-se uma oportunidade para que pais e famílias se aproximarem cada vez mais e fortalecem o vínculo, afirma Karin. 

A importância da escola 

Como um dos principais espaços de interação entre as crianças, a escola também precisou se adaptar e passou a valorizar ainda mais as diversas formas de brincadeira. O Marista Escolas Sociais, por exemplo, incentiva o ato de brincar mesmo nas atividades remotas. “Como ferramenta pedagógica e lúdica, os pais e responsáveis podem contar com a escola como suporte para os dias em casa. Além dos conteúdos remotos, foram disponibilizados empréstimos de livros, materiais como argila, pincéis, canetinhas, entre outros, para auxiliar as famílias na garantia do direito ao brincar das crianças, entendendo a brincadeirafundamental seja qual o espaço que a criança estiver”, explica Karin, que dá dicas de brincadeiras para todas as idades

1) Use a imaginação 

Mesmo sem qualquer recurso, é possível criar brincadeiras por meio da imaginação, como contar histórias, montar cabanas, criar teatros, responder perguntas apenas com palavras que comecem com seu próprio nome. Mímicas e imitações também rendem bons momentos de diversão.

2) Materiais reutilizáveis 

Muitas das brincadeiras favoritas das crianças envolvem o processo de criação e nessa hora vale utilizar diversos itens, como garrafas de plástico, que podem virar um telefone sem fio, caixas de papelão que podem ser transformadas em uma cabana ou uma máquina de escrever ou caixas de sapato que podem virar bonecos e bonecas. “A criança valoriza o processo de decidir com quais materiais quer criar, o que fazer e como fazer, esses momentos incentivam ainda mais a criatividade e a imaginação”, reforça Karin.

3) Conte com a natureza

Com a distância de espaços da natureza, aprender sobre a preservação também pode render momentos de entretenimento em casa além de serem importantes para o desenvolvimento das crianças. Plantar um vaso utilizando um copo descartável ou feijão no algodão, olhar o céu, a mudança do tempo, o movimento das nuvens, ouvir o canto dos pássaros e compará-los, entre tantas outras possibilidades fazem com que a criança entre em contato com esse universo. 

4) Convide outras pessoas para brincar a distância

Usar a tecnologia para encontros virtuais e propor brincadeiras, mesmo que por meio da tela em um tempo limitado, como encontrar o primeiro objeto que inicie com determinada letra do alfabeto é uma atividade para todas as idades e ainda ajuda a diminuir as saudades de colegas ou familiares.

5) Se aproprie do mundo do faz de conta

Nesse fim de ano pode ser uma rodada de contação de histórias, um desfile com chapéus de papelão ou até mesmo uma sessão de fotografias com o celular. “O mundo do faz de conta já faz parte da criança, e nada melhor do que o adulto demonstrar interesse por esse universo da criança para entender as suas emoções e viver momentos divertidos e com significado”, sugere Karin.

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