“O caracol e a bela flor”

Um jardim, muitas flores, vários seres: nesse cenário da casa dos avós dos gêmeos Miguel e Daniel se desenrola uma história que mostra a importância de conviver com o belo

O livro “O caracol e a bela flor” é de minha autoria, Rosa Maria Miguel Fontes, foi ilustrado por Robson Araújo e é um lançamento recente da Eis Editora. Duas crianças, os gêmeos Miguel e Daniel, netos do vô Antônio e da vovó Rosa, diariamente, brincam no jardim plantado e cuidado pelos avós e observam tudo o que acontece no local.

… “O jardim… era famoso e muito admirado por ser bonito e bem cuidado. As folhagens exibiam um verde forte e brilhante. As flores eram fartas, perfumadas e atraentes. Tinha até mesmo aquela florzinha de cor arroxeada, que só se abre ao meio-dia”.

… “Naquele jardim, quem quisesse, ouvia o canto dos pássaros visitantes. Percebia o vaivém de outros seres que lá habitavam. Eram grilos, lagartos, formigas, minhocas, lesmas, calangos, caracóis… Tudo era bem-vindo. Não importava se tinha sol ou chuva, frio ou vento.”

No livro, os dois personagens mais importantes são a florzinha do meio-dia e o caracol. Os dois vivem uma aventura e o molusco aprende uma lição que transforma o modo como ele está acostumado a viver. Num dia em que a vovó Rosa semeava a terra, sem perceber, arrancou o caracol junto com grama e terra. O bichinho rolou para longe. Miguel e Daniel acompanharam com os olhos bem atentos.

“Assustado, o caracol se enroscou dentro da sua carcaça. Caiu bem em cima de uma flor do meio-dia, aberta, bem rasteira, plantada por entre as dálias que vô Antônio cultivava.

_Onde estou? _ Pensou o caracol, tentando entender o que aconteceu.

Miguel e Daniel nem perceberam. Para os meninos, o bichinho tinha se perdido no jardim de tão agarradinho ele ficou com a bela flor.”

Miguel traz para o livro a sua história real, que é a de brincar por entre flores e folhagens da casa dos avós

 

Até aquele momento, o caracol só conhecia mesmo a terra úmida e escura, onde morava, e sua vizinha minhoca. Saía apenas à noite, andava sempre cabisbaixo e não conseguia enxergar as flores nem o verde nem os outros seres que habitavam no jardim.

Mas ao ficar trancado entre as pétalas da flor do meio-dia, ele experimentou a maciez das pétalas e o perfume daquela espécie tão rasteira como ele, porém, plena de beleza e encantamento. Enquanto aguardou a flor abrir para pular novamente para a terra, o caracol se transformou. Sentiu-se feliz por conviver com uma flor tão vistosa.

“Que bom, vovó Rosa ter me jogado bem em cima da flor da bela flor, concluiu o bichinho”.

“Com o acidente, ele aprendeu uma lição: as coisas belas são muito importantes. Sem beleza, a vida fica sem graça. O caracol decidiu que queria ser belo e elegante para ser admirado”…

Daniel é o outro gêmeo que revive as aventuras no jardim encantado de sua infância

 

E agora? O que planeja o caracol? O que vai fazer para ficar mais bonito, atraente e cativar outros seres do jardim e ainda chamar mais a atenção de Miguel e Daniel?

O livro tem 26 páginas, está em promoção, custa R$ 27,30 neste mês de janeiro e pode ser comprado no link O caracol e a Bela Flor PRÉ-VENDA | EIS Editora

A autora

Foto de Gladyston Rodrigues/EM/D.A

Rosa Maria Miguel Fontes é mineira, de Belo Horizonte, e escreve histórias para crianças desde a infância. Aos 8 anos de idade, foi aluna premiada num concurso estadual.

A vocação para a escrita foi se firmando e, por isso, ela se decidiu pela profissão de jornalista. Trabalhou muitos anos nessa atividade e, mais tarde, tornou-se escritora para continuar escrevendo histórias infantis.

Os temas de seus livros vêm dos casos que ouve das crianças especialmente seus familiares. A essas observações, ela reúne seus gostos e experiências para criar. Rosa Maria acredita que é possível aprender muito com a meninada e que existe, sim, sabedoria no que essa turma diz e faz.

Suas histórias são vivências que podem despertar outras crianças como a contada nesse livro, que reúne lembranças de um jardim e o gosto da autora pelas flores. Para ela, tudo o que é belo, pleno de formosura, tem o poder de influenciar e transformar os seres para melhor.

O ilustrador

Robson Araújo é carioca e mora por entre as serras de Petrópolis. Mas já morou rodeado também pelas montanhas de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Além de ilustrador é caricaturista e chargista.

Em 1997, recebeu a menção de “Ilustrador Revelação” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Vários de seus trabalhos receberam a menção “Altamente Recomendável” da mesma fundação e grande parte deles foram selecionados para o catálogo brasileiro anualmente presente na principal feira de literatura infantil realizada em Bolonha, na Itália.

Como caricaturista, participou de vários salões de humor do país. Em 1992, recebeu a menção honrosa da mostra de caricaturas promovida pelo jornal japonês Yomiuri Shimbun.

Robson Araújo segue com sua arte sempre pesquisando, criando e inovando para envolver textos de literatura infantil no que há de mais belo.

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