“Seja Incrível na Internet”

Fevereiro é o mês da internet, que em 1995 se lançou ao mundo nesse formato que conhecemos hoje: web e comercial (atualmente prestes a se tornar mais poderosa ainda a um passo da era 5G). Mas essa rede, que revolucionou as nossas vidas, já existia bem antes, nos idos de 1969, criada pelo Departamento de Defesa norteamericano e se chamava Arpanet. Para a proteção dos seus usuários foi criado o Dia da Internet Segura em 11 de fevereiro. A data provocou iniciativas geniais e hoje vamos falar sobre a Interland ou como ser incrível na internet.

 

Quem abriu o Google hoje, 11 de fevereiro, deparou com esse bonequinho ao lado e com um link de convite “Ajude seus filhos a ficarem seguros online.” Quem foi mais adiante e clicou no convite iniciou uma viagem futurista por ambientes belos e em meio a personagens mágicos: entrou na Interland, o espaço criado pelo Google para que o usuário infantil “Seja incrível na Internet”.

As crianças podem aprender a ser incríveis na internet brincando na Interland, uma aventura online com quatro jogos desafiadores. Esses jogos vão além da brincadeira, pois têm o objetivo de ensinarem na prática, quer dizer, durante a experiência da jogatina, as principais lições de segurança digital. A Interland é um projeto de segurança na internet elaborado especialmente para as crianças e de apoio pais e professores.

A empresa Google realizou uma pesquisa no ano de 2018 e concluiu que a idade média das crianças, quando ganham seu primeiro dispositivo eletrônico, é de 9 anos de idade. Diante desses resultados, o Google desenvolveu um projeto de conscientização online que inclui também pais e educadores, segundo artigo do site da VelloxNet.

O gigante da internet, com sete plataformas e mais de um bilhão de usuários no Brasil (entre uma delas, o Youtube) deu sinais de que está empenhado com a segurança dos internautas. De acordo com os resultados da mesma pesquisa, 40% dos pais responderam que seu maior medo é o contato dos filhos com estranhos.

Já para os educadores, praticamente todos eles (98%) acreditam que o tema segurança online deveria fazer parte do currículo escolar. No entanto, 83% afirmaram não ter os conhecimentos necessários para isso.

Para tentar ajudar a reverter essa realidade, o Google criou o projeto Seja Incrível na Internet com o objetivo levar conhecimento às crianças de 8 a 11 anos, além de preparar pais e educadores para lidar com o tema. As orientações foram desenvolvidas com a colaboração de especialistas em segurança online, tendo como foco os cinco princípios básicos: Inteligência, Atenção, Força, Gentileza e Coragem.

Para as crianças, o Google criou o jogo online Interland, que é gratuito e pode ser acessado de qualquer navegador. No jogo, as crianças podem escolher entre quatro países, nos quais têm a possibilidade de combater inimigos e ainda sendo bons cidadãos virtuais.

Para os educadores, o Google vai disponibilizar um material de apoio para ser trabalhado em sala de aula. Os professores ainda poderão participar de treinamentos presenciais. O objetivo é capacitar 6 mil educadores e para que esse conteúdo chegue até as famílias, o Google pretende fazer parcerias com influenciadores digitais. Click no link abaixo para jogar e conhecer o conteúdo completo: https://beinternetawesome.withgoogle.com/pt-br_br

Dia da Internet Segura

Foto: Divulgação/Uninter

 

Em 11 de fevereiro, comemora-se o Dia da Internet Segura. O assunto passou a ser ainda mais importante com a pandemia, pois trabalhar em casa tornou-se uma realidade para muitos profissionais de diversas áreas, além daqueles que já lidam com tecnologia em geral. As mudanças de comportamento das pessoas e o contínuo desenvolvimento tecnológico ampliaram o uso da internet.

Armando Kolbe Júnior, coordenador do curso de Gestão de Startups e Empreendedorismo Digital do Centro Universitário Internacional Uninter (instituição de ensino a distância do Brasil recredenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação), explica que atualmente é possível enviar e receber dados com mais rapidez e que essa dinâmica é a chave de tudo. “A internet é um grande agente de tecnologia que permite a disseminação e troca de informações em tempo real, possibilitando novos modelos de negócios, inclusive, a migração digital de negócios já existentes no modelo offline”, afirma.

Levando-se em consideração que, nos próximos anos, principalmente com o advento do 5G, haverá o aumento do volume de dados e informações sensíveis que circularão pela internet, o professor questiona se estamos pensando em como proteger estes dados. “Algumas boas práticas, como verificar os termos de uso e a política de privacidade da loja online e denunciar o cyberbullying, podem ajudar a garantir uma navegação mais segura. Além disso, datas como o Dia da Internet Segura, são iniciativas destinadas a conscientizar usuários e instituições sobre a importância do uso seguro, ético e responsável”, comenta o especialista.

Mais de 140 países estão sendo mobilizados para proteção de segurança online. No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Google com pais e professores (e citada acima nessa matéria) mostrou que 91% dos professores precisam de mais recursos para ensinar segurança online de forma eficaz para crianças menores de 10 anos.

Os entrevistados estão mais preocupados com a privacidade, prevenindo o cyberbullying, evitando conteúdos inadequados, compartilhando informações com cuidado e evitando fraudes. Júnior lembra que “a conduta online pode expor crianças e jovens a estranhos mal-intencionados, mas não apenas os menores estão em risco. Os adultos geralmente são vítimas de golpes como phishing, vazamento de dados e abuso sexual”.

Para o professor, a educação digital começa na infância. “Devemos ficar atentos a alguns tópicos importantes para conversar com as crianças como, por exemplo, o perigo de contato com estranhos. Afinal, ensinamos isso às crianças em um ambiente offline e o mesmo princípio se aplica ao mundo digital”.

Seguem algumas dicas que servem para adultos e crianças, do que não se deve fazer na internet para tentar garantir a segurança.

Não clique em e-mails suspeitos

O e-mail é uma fonte poderosa de cibercriminosos e um dos principais canais de phishing. É importante ter cuidado com mensagens que parecem vir do seu banco e exigem uma alteração de senha, por exemplo, para avisá-lo sobre tentativas de cometer fraude na conta ou fornecer algum seguro grátis.

“Para verificar a precisão do e-mail, verifique o endereço do remetente e veja se a comunicação contém um anexo com a extensão .exe. Nesse caso, é provável que esses arquivos contenham vírus ou spyware. Não abra e exclua a mensagem imediatamente. Vale lembrar que neste tipo de golpe, os criminosos também recorrem a órgãos governamentais, policiais e judiciais”, afirma o professor.

Não concorde com os termos de uso antes de ler

Se você já se cadastrou em um site de comércio eletrônico, normalmente, pula a leitura do texto descritivo em letras pequenas e marca diretamente a opção “Concordo com os termos e condições de uso”. Embora essa prática seja comum entre os usuários da internet, é prejudicial à segurança. Isso porque esse documento funciona como um contrato entre o comprador e a loja virtual e é essencial para a segurança do empreendimento. Na “Política de Privacidade”, a empresa demonstra como tratar as informações privadas cadastradas pelos clientes em seu banco de dados.

Essa regra também se aplica também a download de aplicativos ou registros de jogos ou redes sociais, ao clicar no site, expresse o valor de “Aceito”.

Não publique fotos ou vídeos sem a autorização das pessoas

No ambiente de rede, respeitar a privacidade dos outros é uma atitude particularmente necessária. Se você quiser postar uma foto em que outras pessoas apareçam, certifique-se de que elas concordam com a publicação. Se o cadastro envolver crianças ou jovens, deve-se obter autorização do responsável.

“Evite superexposição, tanto nossa como de nossos filhos. Nós inadvertidamente postamos fotos, vídeos e até locais de forma excessiva e abrimos informações pessoais”, comenta.

Não pratique violência online e denuncie cyberbullying

Praticar cyberbullying significa usar espaços virtuais para ofender, intimidar ou assediar outras pessoas. Essa atitude é mais comum entre crianças e adolescentes e, se for interpretada como crime que prejudica a reputação do ambiente virtual, pode ser punida pela legislação brasileira. Uma maneira de conter o cyberbullying é por meio de relatórios.

Para isso, é importante não só copiar o link da postagem abusada (pois o link pode ser excluído posteriormente), mas também tirar screenshots do perfil e comentários do agressor e encaminhá-los às autoridades responsáveis. Outra opção é reportar a publicação na própria rede social.

Não deixe as crianças usarem computadores sem controle dos pais

Embora a atual geração de crianças e jovens tenha o título de “nativos digitais”, a supervisão dos pais ainda é essencial para garantir uma navegação segura. Nesse sentido, as ferramentas de controle dos pais podem ajudar os responsáveis ​​a proteger a privacidade das crianças.

Não use senhas fracas

A senha de segurança tem que ter preferencialmente mais de oito caracteres e combinar números e caracteres especiais. Criar uma senha forte o suficiente para um invasor não tem nada a ver com criatividade, nem estratégia. Use números aleatórios e caracteres especiais e evite palavras muito comuns ou strings numéricas, data de nascimento, nome de familiares, números sequenciais.

Além disso, também é importante adotar senhas diferentes para cada conta de e-mail, e-commerce e rede social que você visita regularmente. Se o site ou aplicativo oferecer opções, inclua a verificação em duas etapas em seu registro. “Este recurso foi desenvolvido para dificultar o acesso indevido: quando um usuário digita uma senha, o serviço relacionado automaticamente envia um PIN ou algum outro código para confirmar a identidade”, explica.

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