“Alyssa e a magia da leitura”

Alyssa Tomiyama: “As histórias nos ensinam… É um momento mágico de descobertas, de questionamentos e diversão” – Fotos: Rede social

 

Alyssa Tomiyama é uma jovem ativa, de coração amoroso e solidário. Ela é paulista, da cidade de Americana. Acostumada, desde a tenra a infância, a conviver com livros e a ouvir histórias contadas pela mãe, Márcia, ela vem crescendo sob uma orientação não somente cultural, mas também altruísta e voltada para o bem e o crescimento do semelhante.

Aos 13 anos, já possui um currículo de atividades rico, inclusive como autora do livro “Sinto o que conto Contos que sinto”, com nove histórias infantis, de autoria de nove mulheres, entre elas, Alyssa, que assina “O bilhete da saudade” _ veja matéria nesse blog (https://contaumahistoria.com.br/2021/03/sinto-o-que-conto-contos-que-sinto/) _ que foi lançado em dezembro do ano passado pela Editora Adonis.

Nesse currículo, ainda se sobressai o desejo da jovem de cuidar das pessoas tal como ela já vem fazendo nos últimos anos: ajudando e alegrando gente de todas as idades. Toda essa experiência e interação se mantém e se firma na trilogia original adotada pela sua família: livros, leitura e literatura.

Rosa Maria: Comente sobre sua participação na produção e lançamento do livro “Sinto o que conto Contos que sinto”.

Alyssa Tomiyama: Para mim é muito gratificante fazer parte do projeto idealizado pela Maria Vilela George. Nós nos conhecemos através do escritor Odar Schrimer, que reside em Campinas, e me indicou para um projeto que ela estava lançando. Eu sou a caçula de um grupo de nove mulheres e foi muito bacana conhecer cada uma delas e planejar tudo através da tela dos eletrônicos. Devido aos meus compromissos, minha mãe participava das reuniões e decisões. Quanto ao lançamento, foi um momento muito especial para todas nós. Lançar um livro que fala de emoções e sentimentos em período de distanciamento social, devido a pandemia, foi algo marcante e inesquecível.

RM: A história que escreveu para esse livro, “O bilhete da saudade”, revela sua experiência com o isolamento social. Como está sendo essa experiência para você? O que tem aprendido com ela?

AT: O período de isolamento social está sendo muito desgastante, uma vez que sempre fui muito ativa, envolvida com vários projetos e o dia todo em contato com pessoas. O que mais me incomoda é a saudade dos amigos e familiares, a falta do contato com os professores e escola, pois nada como uma boa aula presencial. Esse momento está sendo muito importante para darmos prioridade e valor ao que importa, como abraçar um amigo querido, sermos mais solidários e espero que possamos nos tornar “um ser humano melhor”!

RM: O livro incentiva a manifestar os sentimentos. Como sua história ajuda o leitor a expressar suas emoções?

AT: O meu conto “O bilhete da saudade” expressa a tristeza causada pelo distanciamento social e nele dou a sugestão de encontrarem na escrita e na criação de amigos imaginários numa forma de extravasar a saudade.

RM: Logo na abertura do livro, as autoras deixam suas dedicatórias. A sua diz assim: ‘Beijos de cultura e aventura para você!’ Nesse sentido, como a literatura pode despertar o leitor?

AT: Quem acompanha o meu trabalho sabe que uso a frase “Beijos de cultura e aventura para você” em todos os meus vídeos. É uma forma de demonstrar carinho e enviar para os leitores e também para as pessoas, que não tem o hábito da leitura, tudo aquilo que ler um livro proporciona: aventura, cultura, conhecimento, magia, de uma forma única, sem sair do lugar.

RM: Como o lançamento de “Sinto o que conto Contos que sinto” está tocando no coração das pessoas, em especial, das crianças?

AT: Crianças de todas as idades ficam emocionadas e encantadas com as histórias do livro. Ele foi lançado no momento que todos precisam de acalento e controle da ansiedade, solidão e tristeza. As histórias ajudam a lidar com os sentimentos que surgiram durante a pandemia e que precisamos focar em pensamentos positivos.

RM: Esse é o primeiro livro de sua autoria? Pretende se dedicar a escrever histórias infantis?

AT: Sim, é o primeiro livro de história infantil de minha autoria. Também tenho texto publicado na antologia “Letra Viva”, da Editora Adonis.

RM: Você já está plenamente inserida no contexto literário com seu espaço “Alyssa e a magia da leitura”. Como esse espaço surgiu e quais atividades vem realizando?

AT: O projeto “Alyssa e a magia da leitura” surgiu em 2016 para incentivar a leitura e a cultura. Como as crianças estavam utilizando muito os eletrônicos e esquecendo dos livros e das brincadeiras, comecei a gravar vídeos falando dos livros que eu lia, fiz curso de contação de histórias, visitei muitas escolas e participei de vários eventos literários. Com a pandemia e o isolamento social, todo o meu trabalho foi para o virtual. Estou contando histórias nas escolas através da tela do computador, participando de ‘lives’ e gravando vídeos que estão ajudando dentro das salas de aula. Trabalho poesia, em parceria com a escritora Sílvia Dellazari, com o quadro “Quintal da Poesia”. No Colégio Dom Bosco de Americana, onde estudo, gravo histórias e dicas de leitura com a participação de alunos e educadores para o quadro “Domb@ News – Dica de Leitura”.

RM: Como você se interessou pela literatura e com que idade você começou a atuar?

AT: Minha mãe, Márcia, (na foto abaixo com a família ) sempre contou histórias para mim, desde a gravidez. Minha casa tem livros espalhados por todos os cantos e, desde pequena, gosto de ler. Mas tudo começou aos nove anos, gravando vídeos e falando de livros. Aí não parei mais… Hoje tenho 13 anos, já leio livros juvenis e de adulto, então, consigo indicar livros para todas as idades.

RM: Você é narradora. Por que a criança gosta tanto de ouvir histórias?

AT: As histórias nos ensinam, a criança se identifica com situações do seu dia a dia, usa a imaginação e a criatividade com relação aos personagens e locais onde se passa a história. É um momento mágico de descobertas, de questionamentos e diversão.

RM: Que tipo de história encanta mais a criança?

AT: Eu já contei de tudo, mas as histórias que elas mais se encantam são as divertidas, de suspense e aquelas que mostram situações que envolvem sentimentos como o medo.

RM: Aos 13 anos, como tem sido a sua rotina incluindo estudos e o seu trabalho?

AT: 2021 está sendo desafiador: estou no oitavo ano e a rotina de estudos intensifica. Tento seguir um planejamento semanal, deixo horários reservados para bate-papo com alunos, contação de histórias e gravação de vídeos.

RM: O que planeja para 2021?

AT: Pretendo falar mais de emoções e sentimentos nas escolas junto com as outras autoras do livro “Sinto o que conto Contos que sinto”, continuar a gravação de vídeos para ajudar os professores em sala de aula. Dar andamento com os quadros “Quintal da Poesia” e “Domb@ News – Dica de leitura”. Sou personagem de dois livros infantis, vou participar de ações e projetos junto com as autoras.

RM: Eu gostei muito de ler no seu currículo que “gosta de ajudar as pessoas”. Parabéns. Isso é maravilhoso. Mas, sendo tão jovem, como tem colocado isso em prática?

AT: Através do meu projeto consigo mostrar com o meu exemplo e ser referência que a literatura transforma vidas e que a educação é importante. Antes da pandemia, fiz vários trabalhos voluntários em escolas, asilos, creches. Já participei de inúmeras campanhas de doação de livros, inclusive, venda de livros para ajudar instituições carentes. Contação de histórias em hospitais, enfim… Tento unir literatura + educação + solidariedade.

RM: O que gosta de ler e como adota a literatura para sua formação e lazer?

AT: Leio de tudo: infantis para ter repertório e também leio poesia, juvenis… Mas atualmente estou lendo sagas literárias, que me ajudam a desestressar e a relaxar. Ler ajuda a esquecer das preocupações do mundo.

Leia também a matéria abaixo para conhecer mais sobre o livro do qual Alyssa Tomiyama é autora junto com mais oito profissionais ligadas à literatura e educação.

“Sinto o que conto Contos que sinto”

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