“A mancha”

Como explicar para as crianças, ainda no 2° ano escolar, o significado de um desastre ambiental ocorrido no Brasil, porém, de alcance mundial, e suas consequências na vida das pessoas? Livro lançado pela FTD Educação, com muita arte e versos ilustrados, dá esse recado para as crianças brasileiras e coreanas. A poesia de Guilherme Gontijo Flores e as ilustrações de Daniel Kondo se unem para um alerta sobre os cuidados que devemos ter com o meio ambiente.

 

 

 

Em 2019, aconteceu o maior desastre ambiental já registrado na costa litorânea brasileira: uma enorme mancha de petróleo se espalhou pelas praias do Nordeste e de parte do Sudeste. De origem desconhecida, o óleo atingiu ecossistemas marinhos, como mangues e recifes de corais, além de tartarugas, aves e peixes. O derramamento ganhou as manchetes dentro e fora do País.

Para falar deste episódio para o público infantil, a FTD Educação lança a obra literária “A mancha” com texto poético de Guilherme Gontijo Flores e ilustrações surpreendentes de Daniel Kondo, profissional que já foi duas vezes finalista no Prêmio Jabuti, na categoria Ilustração. A história reforça a importância dos cuidados e da conscientização que devemos ter com o meio ambiente.

“Como é que você acha que cresce aquela mancha?”/ “Ela espalha seu piche por onde quer que passe” / “Ela picha de pecha várias algas e conchas / peixes e outros bichos.”

Assim inicia o diálogo do autor com as crianças. Com o reforço das imagens fica fácil e bonito para elas entenderem o importante recado.

“O livro ajuda a despertar a curiosidade dos leitores sobre cuidados com o meio ambiente e pode gerar uma boa reflexão entre os pais, os professores e as crianças. Que mancha é essa que destrói tudo por onde passa? O que podemos fazer para evitar desastres ambientais? Qual é o papel de cada um nessa história?” _ questiona a editora Camila Saraiva, da FTD Educação.

Na vida real e pelos noticiários do dia a dia, os brasileiros acompanharam o avanço da mancha e a luta dos que vivem na orla marítima do País, para retirar o piche da água. Com o avançar do tempo, crescia mais e mais aquela triste mancha no mar e, por isso, o episódio ganhou as manchetes também no exterior. Daí, provavelmente, o autor questionar:

“Mas será que ela chega até o Canal da Mancha?” / Vemos todos na faixa” / Vendo cair a ficha”

Junto com o piche, aquela mancha negra de petróleo, chegava à orla inúmeras espécies marinhas mortas. Enquanto os brasileiros se desesperavam para conter tamanha destruição, valendo-se apenas do próprio esforço e das duas mãos, as autoridades ignoravam o horroroso acidente.

“Você que aí relaxa” / “Repare que ela avança” / “Você que os olhos fecha” / “Você que não se lixa.”

… “A mancha agora mexe” / “Com quem já não se mexe” / “Com quem já não se queixa”…

Em alguns pontos, muitas vezes víamos apenas um mar negro e sem vida.

Como boa poesia, o texto se propõe a sensibilizar o leitor. Assim, a narrativa extrapola o episódio real para fazer um alerta sobre todo e qualquer tipo de ameaça ao meio ambiente, à cidadania, à democracia e à vida, explica a editora.

A editora também lança nas redes sociais o booktrailer do livro, que destaca o caráter factual e noticioso do desastre ambiental, ampliado pelo impacto visual das ilustrações de Kondo e pela sonoridade da poesia de Flores. O booktrailer pode ser visto no canal do YouTube da FTD Educação, no link: https://www.youtube.com/watch?v=SIJsEV-Z7NU

Autores

O escritor Guilherme Gontijo Flores nasceu em 1984, em Brasília. Ainda criança, aos 6 anos, mudou-se com seus pais para Vitória. De lá para cá, morou em Belo Horizonte e em Morretes (PR). Hoje mora em Curitiba, onde trabalha como professor na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Publicou os livros de poemas Brasa enganosa (2013), Tróiades (2014), L’azur Blasé (2016) e Naharia (2017), que formam a tetralogia de Todos os Nomes que talvez Tivéssemos. É também coeditor do blog e revista Escamandro, poesia tradução crítica, (www.escamandro.wordpress.com). Nos últimos anos, tem trabalhado com tradução e performance de poesia antiga com o grupo Pecora Loca.

O ilustrador Daniel Kondo nasceu em Passo Fundo (RS), em 1971, e mora em Punta del Este, no Uruguai. Iniciou sua carreira de ilustrador na publicidade. Atualmente, ilustra a coluna Últimas Palavras do jornal O Estado de S. Paulo. Foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ilustração, com os livros Minhas contas (2008) e Surfando na marquise (2009).

O livro “A mancha” tem 56 páginas, custa R$ 49,00 e pode ser comprado no e-commerce da FTD Educação no link https://compre.ftd.com.br/

 

Coreia do Sul

“A mancha” recentemente teve os direitos de publicação adquiridos pela editora sul-coreana Hanulim Publishing.  O negócio foi intermediado pela agência local The Choice Maker Korea. O título deve ser lançado no mercado sul-coreano ainda no primeiro semestre de 2021.

Este é o segundo título da editora que chega à Coreia do Sul este ano. Em fevereiro, Além da Chuva, com texto de Michel Gorski e ilustrações de Fernando Vilela, teve os direitos comprados pela editora sul-coreana Spoonbook, com intermediação da agência local Amo Agency. A obra, que foi lançada no final de fevereiro naquele mercado, também aborda questões ambientais, ao contar a história de um homem que retorna a São Paulo em 2035 e encontra a cidade coberta pela vegetação.

“É uma conquista enorme ter mais um livro da FTD  Educação publicado no mercado sul-coreano, fruto de um intenso trabalho de ampliação da rede de parceiros internacionais. Assim como o livro Além da chuva, recém-lançado na Coreia, estreitamos contato com agentes locais para apresentar mais uma obra de temática universal, que despertou o interesse na editora Hanulim. É a produção editorial brasileira sendo disseminada na Ásia”, diz Tassia Oliveira, assistente de relações internacionais na FTD Educação.

 

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