“Chapeuzinho Azul na Cidade Maravilhosa”

A famosa menina dos contos de fada se transforma para viver, nesta história, a decepção de abandonar sua morada num lugarejo privilegiado por estar numa área de natureza exuberante, mas que passa a ser explorada pelos interesses comerciais. De repente, ela se vê em outra realidade: o dia a dia numa comunidade carente do Rio de Janeiro. Como esse Chapeuzinho, agora, vai se comportar?

“Zé Bedeu, trabalhador incansável e valente, naquele momento dramático, procurou confortar a família com palavras de incentivo e muita fé em dias melhores. Amarilda, companheira exemplar, logo acrescentou que juntos saberiam encontrar uma saída para aquela situação. E pediu para rezarem unidos”.

Este é o cenário do momento que Chapeuzinho Azul deixou uma rotina de convivência com o meio ambiente para seguir para o Rio de Janeiro com seus pais. Antes, porém, mostrou sua indignação com a presença de potentes motosserras derrubando as árvores:

E os bichos? Vão morrer? Quem vai cuidar do meu amigo beija-flor que todo dia vinha me visitar? Quer dizer que não vou mais tomar banho no rio? O que vai acontecer com as plantas e o meu jardim? E a minha Joaninha?”

… “Para onde vamos, pai?”

_ Vamos para a Cidade Maravilhosa.

Com otimismo, a família passou a viver na Comunidade do Rato Folgado e Chapeuzinho Azul a conviver com novos amigos, as 5 crianças vizinhas, que eram também colegas de classe: Bolota (gordinho e comilão), Caraca (briguento), Estrelinha (vaidosa), Magrela (triste) e Zumbido (inquieto). Para mostrar a personalidade da personagem e suas qualidades, eu destaco três acontecimentos marcantes, além da sua rotina familiar e dentro da creche.

“Na comunidade do Rato Folgado nenhuma garota é tão bonita, alegre e popular quando Chapeuzinho Azul. Todo mundo gosta muito dela e deseja que tenha um futuro feliz”.

Além de gostar de ler sobre o respeito de Chapeuzinho ao meio ambiente, à medida que a passando as páginas do livro, ainda fui surpreendida com uma cena muito terna da história. A menina observava que sua amiga Magrela era muito triste. Investigou o motivo e, ao descobri-lo, decidiu-se a aproximar dela com mais dedicação e até fez um pedido especial para a professora.

“Assim que encontrou a tia Bia na creche, Chapeuzinho Azul foi logo puxando conversa.

_Tia, você pode tirar um pouco do carinho que me dá e entregar para Magrela?

_Por que você está falando isso, minha querida?

_Acho que ela precisa mais do que eu. Ela não tem pai.

_Ah, Chapeuzinho Azul, você tem um coração de ouro! Pode deixar que a tia não vai esquecer disso!

Acreditam que nossa personagem, depois de uma excursão escolar à Quinta da Boa Vista e ao Jardim Zoológico, localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, decidiu interrogar nada menos que o Presidente do Brasil?

_“Adorei passear com meus coleguinhas, mas não gosto de ver animais presos”… “Eles não têm liberdade. O lugar deles é na floresta com seus filhotes”.

A menina queria acabar com aquela prática de Jardim Zoológico e, decidida, recorreu ao Presidente.

_ “Pai, você coloca (a carta) no correio?…

A menina acreditava que o Presidente não podia deixar de ler as cartas das crianças, por que a professora já tinha lhe dito que são elas o futuro do Brasil.

Verdade. Mas nas comunidades carentes dos morros cariocas, sabemos que esse futuro nem sempre é garantido. E nem Chapeuzinho Azul foi poupada. Num dia de sábado, dia de muito movimento na comunidade, dia de funk, aconteceu o que quase diariamente vem acontecendo e deixou a menina em sério risco.

Sugiro lerem o livro, pois você terá em detalhes esse acontecimento final da história, além de muitas outras passagens interessante criadas pelo autor, entre elas, os diálogos criativos entre as 5 crianças.

O autor do livro, Gladston Salles, é carioca. Advogado, poeta e escritor, ele é membro de importantes entidades ligadas à literatura: a União Brasileira de Escritores, a Associação Profissional de Poetas do Rio de Janeiro, a Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil e a Associação Portuguesa de Poetas de Lisboa.

Além disso, Gladston Salles é acadêmico correspondente da Academia Brasileira de Poesia. Em Minas Gerais, ele também está integrado à Academia de Letras de Teófilo Otoni, à de Caratinga e ao Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri como sócio correspondente.

O livro “Chapeuzinho Azul na cidade Maravilhosa” tem 47 páginas, traz o selo da Editora Pingo de Gente e pode ser comprado  no site da Livraria Asabeça: https://www.asabeca.com.br/detalhes.php?sid=14012021121230&prod=9175&friurl=_-CHAPEUZINHO-AZUL-NA-CIDADE-MARAVILHOSA–Gladston-Salles-_&kb=441

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