O novo normal e o novo brincar: dicas de livros e atividades lúdicas

Nesta Semana Mundial do Brincar, apresentamos dicas de especialistas do Colégio Maristas com brincadeiras e também leituras, que certamente vão auxiliar no desenvolvimento das crianças e divertir toda a família

Brincar é uma atividade recomendada para crianças de todas as idades. As ações realizadas  na infância são tão importantes para o desenvolvimento que o ato de brincar ganhou um dia para ser comemorado. O “World Play Day”, 28 de maio, é conhecido como o Dia Internacional do Brincar, reconhecido pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), no Brasil e em mais de 40 países. A ideia é que pais, responsáveis e comunidade escolar promovam reflexões sobre o tema e estimulem as brincadeiras para crianças e – porque não – para os adultos também.

O brincar é uma maneira da criança expressar seus sentimentos e reconhecer o mundo à sua volta.  “A brincadeira é uma linguagem da criança, é quando ela se expressa, socializa, imagina, cria e se conecta com o mundo. O desenvolvimento é consequência dessa atividade que é própria da cultura infantil”, revela Aline Paes de Barros, diretora do Marista Escola Social Robru.

O novo normal e o novo brincar

A pandemia impactou diretamente as crianças. Aulas no modelo híbrido, quebra do contato direto com familiares e amigos, pais em casa em home-office foram acontecimentos que desencadearam um novo modo de brincar. “O ambiente da casa é muito diferente do que as crianças costumam ter nas escolas, portanto, a nova rotina interferiu na maneira das crianças e dos adultos se relacionarem. Estando com a família em casa, as famílias podem favorecer momentos de brincadeiras em conjunto ou proporcionar, dentro das possibilidades, um ambiente seguro, acolhedor e divertido para as crianças”, reforça Aline.

A participação dos adultos também proporciona a troca de experiência da cultura do brincar ao longo do tempo e a atividade, segundo a especialista, faz bem também para os adultos. “Em alguns momentos vinculamos o brincar com brinquedos, quando na verdade os itens são mais ferramentas do processo todo. Os adultos podem ter uma participação efetiva na partilha de brincadeiras antigas, por exemplo, assim como na contação de histórias do seu tempo de criança. Todas essas atividades contribuem para o desenvolvimento dos pequenos, mas também para momentos de vínculo, e desenvolvimento da criatividade e imaginação dos adultos”, afirma Aline.

Dicas de atividades

Criar e imaginar: Brincadeiras com a imaginação são essenciais para as crianças e transformam momentos simples em divertimento. Aproveitar caixas de papelão, tecidos, sapatos, papéis de rascunho, embalagens de leite e etc. Os itens de casa podem se tornar um mundo totalmente diferente para as crianças.

De geração em geração: Muitas brincadeiras antigas permanecem ao longo do tempo, porque são passadas entre as gerações e, por isso, os pais e responsáveis podem transformar esse dia ensinando as atividades mais conhecidas da sua época. “Vale aquela cantiga de roda que poucos conhecem ou brincadeiras tradicionais que eram feitas quando criança, esse momento garante bem estar e diversão para todos os membros da família”, reforça Aline.

Gincanas e desafios: É possível envolver toda família em um dia de brincadeiras, com um papel anotar o placar de cada atividade, transformando o dia em uma gincana: vale carregar o ovo na colher; assim como montar uma caixa desmontada ou até um caça ao tesouro procurando itens da casa.

Telas também podem ensinar novas brincadeiras: O excesso de telas deve ser evitado, mas é possível utilizar esse recurso com moderação de uma forma positiva. A internet proporciona conhecer e assistir tutoriais que são transformados em novas brincadeiras. Que tal criar seus próprios fantoches com tutoriais “faça você mesmo”?

Elementos da natureza: Inserir no cotidiano das crianças, mesmo que em casa, elementos que remetam à natureza, pode tornar a brincadeira mais criativa e ainda inserir um pouco de vida na rotina das crianças. Plantas, sementes, pedrinhas, folhas e terra podem ofertar ótimas possibilidades de brincadeiras em conjunto. A criatividade das crianças permitirá tornar esses momentos únicos.

Dicas de livros

Ler é um excelente passatempo e uma boa maneira de entreter as crianças durante o período de isolamento social. Seja por prazer, para estudar ou para se informar, a leitura acompanha a vida de todos desde a infância.

Com a necessidade do isolamento social, ler é uma excelente oportunidade de promover um momento com os filhos ou em família e adquirir conhecimento. Além disso, a leitura desenvolve a atenção, a capacidade de concentração, incrementa o vocabulário, melhora a memória e o raciocínio.

As histórias contribuem para enriquecer os repertórios de brincadeiras de faz de conta dos pequenos, ampliam os contextos do “era uma vez”, possibilitam às crianças serem fadas, rainhas, dragões, heróis, entre outros personagens que ganham vida nas brincadeiras.

“Por isso, é importante que seja incentivada desde a infância. Mesmo antes da criança aprender a ler, os pais podem contar histórias, desta forma, o interesse pelos livros certamente irá crescer”, afirma a coordenadora de Educação Infantil do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP), Márcia Sayoko Nanaka.

Confira a dicas de cinco livros infantis escritos por autores brasileiros para apresentar às crianças

Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato) – Indicação: 9 anos

É o livro que serve de propulsor à série que seria protagonizada no Sítio do Picapau Amarelo. A menina Narizinho vive aventuras ao lado do primo Pedrinho, a vó Benta, a cozinheira Nastácia, além da Emília, uma boneca falante e do Visconde de Sabugosa, feito de uma espiga de milho.

História Meio ao Contrário (Ana Maria Machado) – Indicação: 8 a 11 anos

Uma história que começa pelo “fim” e onde o príncipe e a princesa fazem tudo ao contrário. Publicada originalmente em 1978, a obra é marcante, porque supera as nossas expectativas quanto aos contos de fadas. Aqui, os protagonistas decidem tomar as rédeas do seu próprio destino e vivem inúmeras aventuras.

Pé de Pilão (Mário Quintana) – Indicação: 9 a 12 anos

Escrito por um dos poetas mais amados do país, o livro é uma combinação de cultura popular, religião e fantasia. Por meio dele ficamos conhecendo a história de um menino chamado Matias que foi transformado num pato amarelo. Para quebrar o feitiço, ele precisa encontrar a sua avó, uma fada que também está sob uma maldição.

Marcelo, Marmelo, Martelo e outras histórias (Ruth Rocha) – Indicação: 8 a 10 anos

A autora inova a maneira tradicional de contar histórias, mostrando situações reais do cotidiano. Os personagens dos três contos que compõem este livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas resolvem seus impasses com muita esperteza e vivacidade; Marcelo cria palavras novas; Teresinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença; Carlos Alberto compreende a importância da amizade.

Amoras (Emicida) – Indicação: 4 anos

Essa história cheia de simplicidade e poesia, escrita pelo rapper e compositor Emicida, mostra, por meio do texto e das ilustrações de Aldo Fabrini, a importância das pessoas se reconhecerem no mundo e se orgulharem de quem são, desde criança e para sempre.

 

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