“Marieta, a menina desanimada que não comia quase nada”

Essa parece uma história comum, por que são muitas as crianças inapetentes, que rejeitam alimentação sadia, porém, tem um personagem especial no estilo bruxinha, ops, fadinha

Mães, não se desesperem. Há muitas crianças espalhadas por esse mundo que não gostam de comer de verdade. Só de enganar o paladar e estômago com doces e outras guloseimas. O livro “Marieta, a menina desanimada que não comia quase nada”, recente lançamento da Dialogar Editora, trata desse assunto com simplicidade e humor.

A autora Priscila Magalhães também é nutricionista infantil há 13 anos e reuniu no livro a leveza do seu texto com a experiência profissional. “Conhecer um pouco da alimentação das famílias é viajar todos os dias em diferentes histórias da vida real”, afirma Priscila.

“Marieta era conhecida por toda a redondeza como a menina desanimada. Puxa vida, Marieta nunca queria fazer nada! Gostava mesmo era de ficar deitada no sofá assistindo TV o dia inteiro.”

“Do outro lado da cidade, em um bairro muito distante, um bairro antigo de poucas casas e muitas árvores, onde nem parecia mais cidade grande, morava a senhora Didi, mais conhecida pela vizinhança como Bruxa Didi.”

“Vejam bem, ela não era uma bruxa má como as das histórias, mas lembrava muito uma bruxa daquelas: usava um chapéu preto pontudo, tinha uma verruga no nariz, nunca largava sua vassoura de madeira e, ao final de suas frases, sempre soltava aquela risada alta”.

Estão apresentadas as duas personagens do livro muito bem descritas pela autora. Não posso esquecer de registrar mais duas questões de destaque que certamente vão divertir um bocado o leitor:

“A bruxa, ops, a senhora Didi vendia deliciosas maçãs vermelhinhas por toda a cidade. Ia de bairro em bairro gritando: Olha a maçã, olha a maçã, vermelhinha, fresquinha e mágica!”

Ops! Vamos agora falar da segunda questão. Todas as vezes que, por engano, a senhora Didi for confundida com uma bruxa, a autora vai lembrar o leitor com um ‘ops’ e, assim, desfazer qualquer engano. E, garanto, deixar a leitura melhor ainda.

A senhora Didi se preocupava muito com Marieta, pois já tinha  oferecido muitos alimentos saudáveis para a menina comprar e saborear como a maçã (sua especialidade), alface, suco de laranja natural e ela sempre recusava. Ao saber das preferências da menina de querer apenas balinhas, bolachinhas, batatas fritas, macarrão, cachorro-quente, muito chocolate, sorvete  e sucos de caixinha etc … a senhora disse bem alto: “Por todos os gatos pretos, lágrimas de crocodilos, pó de lagartixa, dente de dinossauro, pernas de baratas! Esse mundo está perdido…”

Depois dessa eu pergunto: ela é ou não é uma bruxa? Digamos, uma boa bruxa empenhada em ajudar Marieta. “Essa menina não pode ficar só deitada no sofá”, pensou Didi. E lá foi para a sua cozinha trabalhar em seu caldeirão, ops, na sua panela de estimação.”

Por mais esse ops, talvez, não seja mesmo bruxa. Mas tem seus poderes, por que conseguiu transformar Marieta que “deixou de vez o costume de fazer suas famosas caretas, começou a experimentar e comer todos os alimentos de verdade, comidas naturais que a nossa linda natureza nos traz… Largou o sofá para trás e passou a brincar com a garotada”…

O que a bruxa, ops, Didi fez? É melhor o leitor descobrir com a leitura do livro. Deixo aqui apenas uma dica da autora: “Acredito que os alimentos são mesmo mágicos e, como nutricionista, ensino como é divertido e gostoso comer de tudo um pouco. Com uma alimentação saudável, teremos muitas histórias lindas para vivermos ao longo da vida,” conclui Priscila Magalhães.

As ilustrações de Paulo Magalhães mostram uma senhora Didi muito simpática. O jeitão de Marieta muda quase que de página em página do livro. Afinal, a menina começa bem desanimada, se transforma e termina a história brincando na rua e ao lado da barraca “Quitanda da Didi”. Paulo é formado em Jogos Digitais e há dois anos trabalha profissionalmente com ilustrações e arte conceitual para games. Este é o primeiro livro de literatura infantil que ele ilustra. Ficou muito legal, Paulo.

 

O livro “Marieta, a menina desanimada que não comia quase nada” tem 28 páginas, custa R$ 40,00 e pode ser comprado pela internet no site da editora: www.dialogar.net.br

No blog publicamos uma entrevista com os responsáveis pela criação e planos da nova editora, Dialogar, que pode ser lida neste link: https://contaumahistoria.com.br/2021/06/casal-moller-lanca-a-dialogar-editora/

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