O livro didático

Pesquisa e manifestação de duas instituições – Bei Educação/Bei Editora e Sistema de ensino pH – destacam o valor desse material na formação das crianças

 

Fotos: Divulgação

 

Segundo a Bei Educação, um dos mais importantes papeis do livro didático é o da democratização do conhecimento, uma vez que é uma ferramenta fundamental no combate à desigualdade na educação. A pesquisa da Bei Educação, um desdobramento da Bei Editora, destaca que o livro didático enfatiza o papel de orientar estudantes e professores no processo de aprendizagem e pode auxiliar no nivelamento das discrepâncias entre ensino público e privado.

A relevância também é mostrada no fato de existir uma data comemorativa, em 27 de fevereiro, Dia Nacional do Livro Didático, buscando, assim, “dar luz à importância desse recurso para a educação, bem como homenagear os profissionais envolvidos na elaboração desses materiais que estão presentes nas escolas brasileiras”, destaca a pesquisa da Bei.

Atualmente, livros didáticos são protagonistas no processo de ensino, apoiando e aproximando os estudantes tanto de seus professores quanto dos temas aos quais se debruçam. “O objetivo do livro didático é facilitar tanto o ensino quanto a aprendizagem. Por meio dele, o educador deve ser capaz de propor atividades e evidenciar assuntos que serão trabalhados em um componente curricular específico”, afirma Débora Hack, coordenadora da BEI Educação. Ao desenvolver projetos pedagógicos complementares, que trabalham habilidades cognitivas e socioemocionais, a coordenadora aposta em materiais didáticos voltados à educação financeira, cidadania, identidade e formação plural dos estudantes.

Ao ter contato com um material didático raramente se imagina a complexidade de sua produção até alcançar o nível pedagógico necessário para conversar diretamente com os estudantes. A linguagem, as ilustrações, textos, assuntos discutidos e o projeto gráfico devem ser planejados a partir da faixa etária específica. Além disso, há um projeto pedagógico potente por trás dos livros volta a destacar: a democratização do conhecimento. Ao tratar desse tema, Débora Hack reforça a necessidade de reduzir a disparidade no ensino brasileiro historicamente tão marcada.

“Quando utilizamos materiais didáticos da mesma qualidade para a rede privada e pública, estamos diminuindo as desigualdades entre elas, aproximando espaços que ainda são tão díspares. No entanto, é preciso que todas as escolas recebam a formação e preparo de educadores para utilizarem, de forma eficiente, estes livros junto aos estudantes. O material didático não fala por si só”.

Sabe-se que no Brasil há um histórico de desvalorização de educadores: pouco investimento em infraestrutura educacional e pedagógica, remuneração abaixo do esperado, entre outras problemáticas. Profissionais da rede pública, por sua vez, sentem ainda mais o descaso. Garantir materiais didáticos a todos os estudantes, por mais que necessário, perde em eficácia sem a formação adequada dos educadores que usufruem desses conteúdos.

Diante desse cenário, o livro didático se revela uma poderosa ferramenta educacional e complementar à formação cidadã, podendo servir como suporte na formação das futuras gerações e dando uma base menos desigual. É fundamental pensar estrategicamente em educação, colocá-la como prioridade e investir em recursos para garantir o direito ao conhecimento de todos os indivíduos.

A Bei Educação desenvolve projetos pedagógicos que trabalham a cidadania, a identidade, as potencialidades, os conhecimentos, os valores e os sonhos dos estudantes.

Integração

Aline Castro, gerente da Assessoria Pedagógica do Sistema de ensino pH, aponta para uma integração entre livro didático e tecnologia para otimizar o processo de ensino-aprendizagem. A gerente também comenta sobre o Dia Nacional do Livro Didático. Segundo ela, sua importância para o processo de ensino-aprendizagem é incontestável, já que auxilia tanto o professor no exercício de sua profissão quanto o aluno na aquisição de conhecimentos.

Para Aline Castro, “o livro didático oferece o mínimo que o aluno tem direito de receber. Do ponto de vista do educador, o professor acaba ganhando um suporte técnico de conteúdo para trabalhar com os alunos. Ambos veem o livro como um material de apoio, uma vez que é criado por profissionais bastante competentes e preparados.”

O isolamento social e a necessidade de buscar soluções para suprir a falta do presencial aceleraram o entrosamento entre materiais tradicionais (livros) e materiais inovadores (plataformas, lives, recursos de áudio e vídeo). Para a gerente, isso possibilita um ensino mais dinâmico. “A riqueza que professores e alunos têm para ensinar e aprender sobre um mesmo assunto é infinitamente maior do que a gente tinha anos atrás”, afirma.

Os livros, portanto, não foram substituídos ou perderam relevância no contexto tecnológico atual, mas se tornaram mais completos e integrados a outros recursos com o único objetivo de os alunos alcançarem um desempenho maior. Além disso, a utilização inteligente dos diversos materiais garante uma gestão mais eficiente, o que representa um alívio na rotina escolar e que, por sua vez, leva a uma aula mais proveitosa.

“Dentro da plataforma do Sistema pH, por exemplo, nós temos as tarefas de casa que o professor pode propor e que já têm uma correção automática. Isso impacta em uma maior praticidade durante as aulas, para que o tempo do professor com o aluno tenha a maior qualidade possível e para que eles foquem nos pontos de dificuldade de fato”, conclui Aline.

O Sistema de ensino pH é reconhecido pelo elevado número de aprovações nos vestibulares das universidades mais concorridas do estado e pelos excelentes resultados no ENEM. O sistema atua da Educação Infantil ao Pré-vestibular e conta com uma série de escolas parceiras.

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